O carinho imenso da torcida


Em 2009 quando eu entrevistei a Sabrina Sato, eu fiz uma pergunta que achei que ela levaria na brincadeira, perguntei se ela achava possível se apaixonar verdadeiramente no Big Brother. Ela me respondeu muito firme: por que não? A gente pode se apaixonar em qualquer lugar, por que não no BBB? E é verdade, pode ser no ônibus, no mercado, numa festa, na feira.

Eu quando me apaixonei pelo Roberto foi num jantar de um amigo. Eu estava com um grupo e ele com uma namorada. Sentamos na mesma mesa, conversamos em grupo e eu pensei comigo: que cara interessante, pena que ele está acompanhado. Um mês mais tarde nós estávamos namorando, dois meses depois fomos morar juntos. Isso aconteceu há dezessete anos.

Não foi fácil, mas o amor nunca é fácil, seja a gente se conhecendo num Big Brother ou numa festa no mundo aqui de fora. Porque amar exige mudanças que o apaixonar nunca leva em conta. Por isso nunca duvide que lá dentro do programa o apaixonar-se acontece, o maior desafio, no entanto é transformar em amor o que começou em paixão apenas.

Quando dizemos que casal de BBB não dá certo, a gente nunca se lembra de tantos que duraram um bom tempo ou que ainda duram. Temos Analy e Jean Pierre que até um filho eles  tiveram, Tais e Rodrigo do BBB2, Flavinha e Justin do BBB7, Rodrigão e Adriana. Mas todos esses casais não sofreram a grande pressão do público, da mídia e principalmente das torcidas que querem viver por eles o amor das vidas que não mais lhes pertencem.

Temo por aqueles que hoje buscam transformar em amor uma paixão de BBB, no meio do burburinho louco das expectativas infinitas, lidando com questões alheias às suas próprias vidas. Porque talvez o maior empecilho de todos, seja eles saberem como lidar com o carinho imenso da torcida.

 

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