Muita filha para pouco pai

Ontem foi literalmente uma festa estranha com gente esquisita. Teve beijo entre Patrícia e Kaysar, o que está provocando um verdadeiro CSI BBB nas redes sociais, teve briga de Ayrton com Ana Clara, teve a ficada de Paula e Breno, embriaguez do Lucas, Jessica e Diego, teve cabaninha de Wagner e Gleici e teve Caruso e Viegas dormindo na sala. Teve tudo para quase todos os gostos.

Kaysar e Patrícia estão com uma brincadeira de fingir ser um casal. Acho que Patrícia se empolgou, Kaysar se enrolou e tudo leva a crer que eles se pegaram debaixo do edredom. Algumas pessoas falaram: Susan eles estavam fazendo cena. E eu respondo: cena pra quem cara pálida? Porque as únicas pessoas no quarto de luz apagada eram Caruso tentando dormir e Gleici e Wagner se pegando no outro edredom. Mas, qual o problema de Kaysar e Patrícia se pegarem? A princípio nenhum.  A questão é se eles vão levar isso adiante ou se eles vão se fazer de mortos e seguir amigos no jogo. E como cada um desses caminhos pode influenciar na trajetória deles. Kaysar é um dos participantes mais queridos do programa e Patrícia é das participantes com mais rejeição.

Outra grande polêmica da madrugada é o triângulo amoroso formado por Clara, Paula e Breno. Eu vou repetir, eles podem fazer o que quiserem ali dentro, mas tudo que fizerem será julgado pelo público. Clara se envolveu com Breno na primeira semana do jogo quando furou o olho da Jaqueline. Clara era amiga da Jaque? Não, elas nem se conheciam direito e o próprio Breno vivia dizendo pelos cantos que Jaque não fazia seu tipo. Clara aproveitou a deixa, alimentou esse assunto e eles acabaram se beijando na ante sala do banheiro. Logo em seguida, foi a vez da Jaque dar o troco e roubar Breno da Clara. Até aí tudo bem, foi uma espécie de chumbo trocado que começou com investida da Clara no boy da coleguinha. Mas, volto a repetir, Jaque e Clara não eram amigas.

Enquanto esse drama se desenvolvia, Paula fazia jogo de sedução em cima do Wagner e Caruso. Enquanto em Gotham City tínhamos um triangulo amoroso formado por Breno, Clara e Jaque. Em Metropolis tínhamos outro formado por Paula, Wagner e Caruso. Jaque é eliminada. Wagner começa a debandar para o lado da Gleici, seja por qual motivo for, mas ele se debandou e Paula perdeu o interesse por Caruso, a conquista foi fácil, Caruso estava nas mãos dela e, acredito, que ele era uma espécie de coringa para fazer ciúmes no Wagner. De qualquer maneira, Caruso é um cara complicado e não creio que fizesse o tipo de homem que Paula gosta.

Com a saída da Jaqueline, Breno, que foi para o Big Brother fazer coleção de bocas a serem beijadas, escolheu um novo alvo, que foi a Paula. E aí, nós temos um contexto totalmente diferente daquele que envolvia Jaque e Clara. Breno é propriedade da Clara? Não. É namorado da Clara? Não. Fez promessa a Clara? Também não. Mas cozinha Clara em banho Maria talvez porque ache bacana ser tão disputado no jogo. Ou como uma maneira de manter vivo para o publico que está entregando o que prometeu ao boss, ou seja, beijar muitas bocas.

Breno é uma espécie de cafajeste gente boa, mas nem por isso menos cafajeste, que acaba sendo perdoado em cima da eterna justificativa: ele é solteiro. Só falta completar: ele é homem. Como se essas posições na vida, ser solteiro, fossem desculpas para não se ter coração, não ter empatia, passar por cima dos sentimentos alheios, desrespeitar as pessoas. Breno prometeu a Clara que iria casar com ela? Não. Pelo contrário. Mas Clara se encantou pelo cara, pegou numa paixonite de menina que mesmo que tenha uma boa dose de fantasia, ela existe. Sentimentos são coisas sobre os quais a gente não tem muito controle, principalmente no confinamento.

Ao contrario de tesão e de desejo. Sobre tesão e desejo a gente tem controle sim. E é justamente aí que eu critico Paula. Paula se diz amiga da Clara e, no entanto, faz jogo de sedução para cima do cara que a dita amiga é super a fim no programa. Inclusive Paula já verbalizou para Ana Clara que não trocaria a amiga por alguns beijos na boca. Foi, inclusive, diante dessa promessa, que Ana Clara declara que Paula viria em primeiro lugar em sua preferência no jogo. Paula tem obrigação de abrir mão desse tesão por conta da Clara? Não.

Mas se Paula é uma pessoa bacana, cheia de discursos sobre coerência, respeito pelo outro e fidelidade aos amigos, por que ela se colocou na situação de viver outro triângulo sendo que desta vez um dos vértices é alguém que ela declara amiga dentro do jogo? Por que? Por que Paula faz esse jogo? Que vai a coerência de seu discurso e revela uma contradição não sabemos como ela vai resolver. Hoje as duas estão de boa, trocando carinhos, mas até quando essa situação se manterá tão leve e descontraída? Paula tem uma vaidade imensa e essa vaidade pode ser seu ponto fraco nesse jogo. E se ela não é amiga da Clara a ponto de pouco se importar se Clara vai ficar chateada ou não, não se intitule amiga, não troque confidências, não dê abertura para Clara falar do Breno. Falta à Paula empatia. No fundo, o sonho de consumo da Paula era ser menina Power Ranger.

E a ultima grande polêmica da noite passada foi a briga de Clara com Ayrton. Ayrton achou que Clara havia se excedido e decidiu tirar a filha da festa. Clara não é uma criança de dez anos, sequer é mais uma adolescente. Clara é uma jovem mulher de vinte anos de idade e, parece, com problemas de conexão com o pai. Ayrton poderia ter dado o mesmo toque tratando Clara como a mulher adulta que ela é. Principalmente porque ela estava numa festa na frente dos amigos e dentro de um programa de TV.

Ayrton não tem essa medida. Ele como pai se acha acima do bem e do mal. Alguns me disseram: Mas pai e mãe são assim mesmo. Não sei se concordo. Não sei se o fato de ser pai dá ao Ayrton ou a qualquer outra pessoa o direito de desrespeitar o filho ou filha, de ser autoritário. Pai não é feito para mandar e sim para orientar. Ele poderia ter orientado Clara e não impor sua vontade. Nós preparamos os filhos para o mundo. Se Ana Clara não está preparada para enfrentar o mundo a culpa é do Ayrton. Ela não estava num baile funk, estava dentro de um estúdio de TV, cercada de pessoas conhecidas e igualmente monitoradas.

Ah Susan, mas Ayrton é assim! O fato dele ser o que mostra no jogo não quer dizer que ele esteja correto, nem mesmo em suas atitudes como pai. O mote da família no BBB esta sendo muito mais proveitoso do que esperávamos. Serão julgados como família e indivíduos. Ana Clara tem isso muito claro tanto é que nos momentos de tensão maior ela não responde ao pai. O que fica parecendo é que existe muita carne embaixo desse angu tanto que ela disse que mais uma vez ele estava atrapalhando um momento na vida dela. Na primeira semana, os excessos de carinho de Ayrton com a filha colocam em dúvida os códigos de moral que norteiam a vida dele e fico aqui pensando no direito que ele tem de se indignar com Ana Clara pelo fato dela se embebedar. Sendo assim, manter Ayrton atrelado à Ana Clara nos colocará o risco de perder, em função de questões menores, uma das melhores jogadoras que temos visto em reality show nos últimos anos. Clara foi a responsável única e exclusiva em reverter a rejeição que a Família Lima ganhou na primeira semana do BBB18.

Entre Ayrton e Ana Clara é bastante óbvio que ela á muito mais inteligente e com muito mais capacidade de transitar pelo jogo, de sacar as pessoas. Ayrton é cabeça dura, gosta de mostrar para os adversários o quanto é inteligente, o quanto entende do jogo do BBB. Mas Ayrton não entende da vida. O primeiro indício desse fato foi ter concordado em colocar a família toda a serviço de um sonho que era dele. Ayrton expôs a família e todas as suas mazelas. Se a exposição individual já é difícil, imagina num grupo familiar? Desde que ganhou a liderança Ayrton tem se comportado como um pavão, se achando o dono da bola. Ontem, acabou sobrando para Ana Clara. Como já falamos anteriormente, já passou da hora da Rede Globo deixar o publico escolher quem ele quer no jogo.

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