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Amanda

Eu prometi que a gente teria algumas conversas de mulher para mulher após o BBB15. E vamos começar, usando como mote os personagens dessa ultima temporada do Big Brother. Eu acho interessante a tentativa da Rede Globo de tentar transformar a história que Amanda viveu com Fernando num conto de fadas. Quando de fato foi um pesadelo. Daqueles que a gente usa para aprender alguma coisa com as experiências alheias. Claro que esse nunca será o melhor aprendizado, são as nossas experiências que na verdade nos ensinam grandes lições, mas serve para a gente refletir o que significa o amor. Eu acho que essa palavra foi muito banalizada nesta última edição. Amanda correu atrás de um capricho.

Será que valeu a pena? Será que é esse o caminho para a gente encontrar o amor? Se humilhar por um homem, imprensá-lo na parede tocando em suas partes intimas para sexualmente provocá-lo? Ficando praticamente nua numa oferta sem reservas? Será que assim a gente encontraria o amor aqui fora? Acredito que não. Porque faltou uma coisa muito importante no relacionamento que Amanda e Fernando estabeleceram no confinamento, o respeito. Faltou também admiração mútua, confiança no outro, sinceridade. Quando alguém mente para conquistar o outro a única coisa que vai colher lá na frente é uma raiva profunda. Ninguém gosta de ser enganado. Fica a conquista pela conquista, a todo custo, por qualquer preço. E isso não traz felicidade. Nem frutos duradouros.

Eu não acho que seja condenável uma pessoa comprometida se interessar por outra. Acontece. Mas quando isso ocorre o relacionamento anterior já está fracassado. Lutar por alguém que não sabe se te quer é uma grande furada. Não é nenhum gesto grandioso ou nenhum ato de coragem. Tampouco é algo libertário. Pauline Roland, uma feminista do século XIX disse que “a mulher, tanto quanto o homem, deveria ser criada como um ser livre, racional, pertencendo a si mesma, independente”. Rastejar por um homem não é ser independente, pelo contrário, é vincular sua felicidade ao outro, se sujeitando a toda sorte de humilhação. Ninguém vai conseguir ser amada de fato agindo dessa maneira porque jamais será respeitada como deveria.

Assim como a nudez. As mulheres que se desnudaram para estabelecer o seu domínio sobre seu corpo o fizeram justamente por esse motivo, para dizer que seu corpo lhes pertencia. Leila Diniz quando usou biquíni mostrando sua barriga de grávida foi para mostrar ao mundo que gravidez era um momento mágico na vida da mulher e, portanto, não havia nada a esconder num corpo em gestação. Se nosso corpo nos pertence poderíamos até dizer que Amanda faz com o corpo dela o que ela desejar. Sem dúvida é verdade. Mas existe algo chamado autoestima. Dignidade. O que vemos hoje é um casal que fez sofrer tanta gente para chegar aqui fora e sequer conseguirem olhar um na cara do outro. Valeu à pena? Não creio. Hipoteticamente considerando que Amanda realmente se apaixonou pelo Fernando, o que ela ganhou com tanto empenho? Apenas experiência, daquelas que a gente pode evitar de cara, pois já sabe que é uma roubada. Amanda não conseguiu ganhar o amor de Fernando e acabou sem o um milhão e meio de reais. Azar no jogo e no amor? Não, falta de autoestima. Como diria o filósofo Naldo, autoestima! Autoestima!

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O BBB15 acabou trazendo nas palavras de Pedro Bial a promessa de mais uma edição em 2016. Apesar dos pesares a gente fica feliz, afinal de contas essa é uma diversão garantida, mesmo a gente reclamando incessantemente todos os anos. E, pensando nisso, me lembrei que antes a gente custava a gostar dos participantes, abríamos as edições odiando cada um deles para aos poucos irmos nos apaixonando e defendendo esta ou aquela atitude. Hoje, mesmo antes de o programa começar os fandons já estão montados em cima de simpatias e ilusões, frutos de fotos e divulgação dos perfis dos candidatos. Tudo isso começa nas redes sociais, principalmente no Twitter. E, talvez, vejam bem, talvez, esse seja um dos elementos que vem minando o jogo das últimas edições, principalmente das duas últimas. No BBB14 já tinha fã clube de casal mesmo antes da porta da casa se abrir e essa simpatia carimbada sem conhecimento acabou pesando no jogo.

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Este ano, Amanda já entra com torcida emprestada da Clara e mesmo não sendo determinante (Obrigada Senhor!) esse fato em alguns momentos envolveu o BBB15 numa nuvem de fumaça. Dentro e fora da casa. Dentro, porque Amanda já chegou dizendo que tinha grande torcida, tentou intimidar Fernando no terceiro dia de programa ameaçando com a torcida da Clara para que ele ficasse com ela. Isso criou um mito entre os jogadores de que Amanda era forte, mito esse reforçado com a saída da Aline. No jogo eles não tinham como saber que a diferença havia sido tão pequena. Fora do jogo, essa cortina de fumaça faz crescer a torcida da Amanda com muitos se fiando nessa aposta ancorada na certeza de que Clara e suas fies seguidoras levariam, mais uma vez, alguém rejeitado ao cheque de um milhão e meio de reais. Porque Amanda foi rejeitada. E muito.

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Quando eu falava esse tipo de coisas lá no Twitter muitos vinham me questionar dizendo que a torcida da Amanda era imensa e que ela era amada por sua maneira de ser. Torcida essa que não conseguiu em quatro lideranças ganhar sequer um “Você no Controle” que beneficiaria a líder, ela perdeu todas, inclusive uma de imunidade. Além de não conseguirem segurar nenhum aliado da morena no jogo. Esses eram indicativos que muita gente se recusou a enxergar. Nem precisava recorrer ao sofá, bastava dar uma voltinha pelos comentários nos sites como UOL, Terra e até mesmo no perfil oficial do BBB no Facebook para se ter uma ideia da rejeição da Amanda e da crescente popularidade do Cezar. Porque Cezar acabou virando um fenômeno.

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Assim como a população decide nas eleições para nossos representantes votar em figuras bizarras como o Tiririca, num misto de identificação das grandes massas e repúdio à classe política, nesta edição do Big Brother, Cezar virou símbolo e campeão do povão. E por ter conquistado o coração de tanta gente ele merece o respeito da mídia e da Rede Globo, agir de outra maneira é falta de profissionalismo, de postura, é amadorismo. Afinal de contas, Cezar hoje é um produto da emissora, contribuiu para a visibilidade desta temporada do BBB e fará daqui para frente parte da história do programa e da galeria de seus campeões. Cezar é o campeão do Big Brother Brasil que enfrentou o maior número de paredões consecutivos, sendo assim, foi o mais aferido ao contrário da Amanda que só ficou em segundo lugar porque de verdade só enfrentou um paredão acirrado, triplo, que dividiu os votos de Mariza e Aline. Por menor que tenha sido o percentual de Mariza naquele paredão ele fez falta nos três porcento de diferença que garantiriam a vitória da Aline. Derrotar o Fernando foi fácil, foi chutar cachorro morto e pelo baixo índice que Amanda conquistou na Final, apenas trinta e cinco porcento, tudo leva a crer que ela não sobreviveria numa paredão contra Adrilles ou Mariza. Amanda ficou apenas com o segundo lugar e a gente nem sabe se ela ainda estará na mídia daqui a alguns anos. Afinal, onde estão os participantes que ficaram em segundo lugar em outras edições? Com raríssimas exceções, poucos na internet ainda lembram. E no grande público eles foram relegados ao total esquecimento.

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Não bastou ao Cezar ser cowboy, apesar disso ter pesado imensamente, ele aliou a esse tipo regional inteligência para lidar com os egos exacerbados dos demais jogadores. Porque, se afirmam que ele se auto isolou, que ele criou uma situação de rejeitado, a gente só pode achar que ele foi mais inteligente do que os demais já que quase todos caíram em sua armadilha e contribuíram para que ele se tornasse o campeão dessa edição. Além disso, Cezar levou para o jogo um discurso de retidão e humildade que ele soube praticar muito bem. Talvez porque ele seja mesmo honesto e humilde, pelo menos sua história de família do campo que luta para sobreviver tinha seu fundo de verdade. Apesar de eu não achar que eles eram miseráveis, mas aquele pai com o rosto marcado pelo trabalho árduo não permite que se diga que a história do Cezar não é verdadeira.

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Cezar teve no jogo uma estrutura emocional que poucos jogadores demonstraram em quinze edições do Big Brother Brasil. Passar dois meses no Tá Com Nada sem reclamar, sem ficar mal humorado, sem perder a linha um momento sequer, por si só já demonstra que Cezar estava preparado para enfrentar o confinamento. E quem pode julgá-lo por isso? Quem pode julgá-lo por não beber bebida alcoólica para não perder o rumo? Isso também é estratégia, aliás, isso é que é uma estratégia. Aquele negócio de ficar contanto votos, arrebanhando aliados, puxando tapete do outro, esse é um jogo para alguns setores da internet que se espelham nos Big Brothers de outros países para advogar esse tipo de pensamento no jogo. E que estão no Twitter acreditando que sua visão é a mais inteligente e única adequada ao BBB. Quando na verdade num jogo de convivência o que o público julga é o caráter dos jogadores. Acertadamente ou não, mas nas nuances do jogo o público tenta entender cada participante, julga sua atitudes, intui seu caráter e debate na defesa ou crítica ao jogador.

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Sempre são muitas as visões sobre o jogo do BBB, mas nesta temporada foi forte a sensação de que havia o BBB do grande público e o BBB do Twitter, felizmente a escolha dos candidatos e principalmente tipos como Mariza, Adrilles e Cezar permitiu que o grande público caísse de cabeça no jogo e enterrasse todas as apostas do Twitter. The sofá is back! Mas muitas vezes a gente percebe que a produção do BBB flerta com essa parcela da Twitter, acredita em sua pretensa modernidade e quando o faz recheia o BBB com perfis vazios da galera das baladas. Assim como são vazias as críticas e o humor como é tratado o programa. Esta edição do BBB15 deixou claro para a produção do BBB que não é isso que o grande público quer, que essa visão restrita de jogadores bonitinhos e ordinários não ganha a briga pela audiência, que textos de três linhas e muitas fotos não provoca o debate e envolve as torcidas. Como disse a galera, o sofá foi forte este ano e deu a dica daquilo que ele espera na próxima edição. Resta saber se seremos escutados ou se os modismos de ocasião continuarão a ditar as regras do jogo.

Escolhendo01

Chegamos a mais uma final de temporada do Big Brother Brasil. A pior de todos os tempos? Pior do que a final da edição passada? Eu diria que não, pois o BBB15, apesar de seus percalços, conseguiu envolver o grande público e isso já é uma grande vitória em relação ao BBB14. Esta edição prometeu muito e cumpriu pouco, parecia ter um bom elenco que poderia ter rendido histórias memoráveis, mas ficamos a mercê da falta de inteligência emocional dessa turma da décima quinta edição. Ficamos carentes dos grandes gestos. O BBB15 pareceu a nova novela do horário nobre da Rede Globo, Babilônia, um excesso de vilões e carência de mocinhos que espelhem aquilo que o grande público quer ver seja nas novelas ou nos realities shows.

Escolhendo02

A gente não quer romance, ou pelo menos não queremos qualquer romance, a gente quer atitudes que emocionem, que nos reabilitem a crença no ser humano. Simulacros de amizades, de relacionamentos, de entrega, esses serão todos rejeitados e deixarão frustrados milhares de telespectadores. Fernando foi eliminado e usa em sua defesa o fato de ter se entregue às suas emoções, de ter se exposto demais. O que ele não consegue entender, ou finge não entender, é que o problema não foi ele ter se exposto em demasia, mas o que ele nos mostrou quando se expôs. Acho interessante usar isso como desculpa, como se fosse algo positivo e ainda encontrar uma maneira de se rotular corajoso mesmo que nessa exposição tenha se mostrado falsidade, falha de caráter e covardia.

Escolhendo03

Fernando perdeu o jogo quando achou que Aline tinha sido rejeitada pelo público e então decidiu dar uma guinada de cento e oitenta graus em sua trajetória negando tudo que havia dito e mostrado até aquele momento. Fernando mudou de personalidade? Não, apenas revelou sua real pessoa ao se confrontar com uma situação adversa. E ao revelar-se não prejudicou apenas a si mesmo, como ele disse hoje no Programa da Ana Maria Braga, mas também a Aline, Mariza, Adrilles, o programa e a torcida que lutou por ele no primeiro paredão e estava pronta para fazê-lo campeão. Ele frustrou milhares de pessoas. Por mais triste que possa ter sido para quem vinha acreditando no carioca, esse é o grande barato do confinamento, essa capacidade de revelar a real faceta dos jogadores.

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Mesmo Cezar não se encontra imune a esse efeito. Claro que de uma maneira menos comprometedora já que ele conseguiu manter-se isolado e dentro de um jogo de convivência praticar exatamente o oposto. Mas, mesmo assim, Cezar se revelou. Revelou seu lado canastrão de ator figurante da Rede Record, revelou seu lado de político com discurso rebuscado, provavelmente inspirado em Odorico Paraguaçu, personagem antigo do saudoso Paulo Gracindo. O público enxergou tudo isso. Não acho que seja uma questão do Cezar estar enganando a todos. O problema é que o público não está se importando. Está preferindo abraçar essa caricatura ambulante para não abraçar a falta de vergonha na cara mostrada por tantos desta edição.

Escolhendo05

Não é a toa que Mariza foi a única que conseguiu fazer frente à popularidade do Cezar. Mariza foi o único artigo genuíno nesse jogo e sua verdade nua e crua conseguiu balançar o teatro montado pelo Cezar. Infelizmente, enquanto Mariza crescia no jogo, Cezar já tinha conquistado muita gente pelo fato de ter sido apontado, criticado e rechaçado pelo grupo. Quando colocaram Cezar na berlinda querendo convencer o público que seu isolamento era auto provocado, todos os jogadores, com exceção da Mariza, começaram a abrir mão do prêmio entregando-o nas mãos do Cezar.

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Faltou inteligência emocional nesse jogo e sobrou truculência. Truculência essa que impediu que o grande público se apaixonasse por Rafael e Talita, por exemplo. Eles tinham tudo para serem um belo e querido casal desta edição. Tudo menos elegância, delicadeza de sentimentos e generosidade. Essas mesmas qualidades que faltaram a maioria dos jogadores. Parece que o grupo todo já chegou com um projeto montado e com um padrão de comportamento estabelecido que apostasse no embate constante, como se houvessem sussurrado em seus ouvidos um modelo ideal de comportamento no jogo.

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Amanda montou uma pantomima da história da mulher lesada e submissa, mas a ela também faltaram os grandes gestos, a entrega verdadeira. Maria, que talvez tenha sido sua fonte de inspiração, ou Fernanda Keulla foram pessoas que tinham um lado adorável, bem humorado, um brilho nos olhos que era fruto de uma real entrega ao jogo. Amanda é sombria, soturna e pobre em sua participação cuja maior emoção se pautou numa relação doentia com Fernando.

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Quando ela falou que esses dias junto com o carioca tinham sido os mais felizes de sua vida eu tive certeza de que Amanda vive um grande teatro, pois é impossível achar felicidade num homem que claramente a despreza. E, mais, quem afirma com tanta certeza, como ela o fez na saída de Aline, que ela iria pegar o Fernando e conseguir fazê-lo, não pode ser uma pessoa insegura e frágil em suas relações amorosas. Amanda viveu um romance de conveniência, tal e qual uma parasita oportunista que gruda no outro e suga toda a sua energia e luz. Ela e Fernando viveram essa estranha simbiose, essa história angustiante que acabou dando o tom dessa edição. Iniciamos um ciclo com Fernando e Amanda e aqui o encerramos da mesma maneira.

 

Aviso aos amigos do De Cara Pra Lua:

No próximo dia 12/04 estreia o Superstar e estaremos aqui comentando o programa. Assim como estaremos falando um pouco de tudo, falando sobre a vida, política, futebol e os demais realities deste ano. Esperamos contar com a presença de vocês nesse espaço. Beijos a todos!

RegrasOuro2

1- Na entrevista investiguem se o candidato é amigo da Clara e/ou da Vanessa, se fez parte do fandom, de preferência escolham quem sequer sabe quem são Clara e Vanessa. Façam uma devassa na vida do candidato para verificar a informação dada. Pois, três edições seguidas aguentando as Clanessas não tem público que tenha estômago.

2- Mantenham os perfis escolhidos este ano, mas cuidado com vídeos que são distribuídos aos participantes antes do programa porque eles chegam na casa e só fazem desgraça com as informações recebidas.

3- Façam uso sábio do Big Fone. Foram tantas as situações em que uma jogada bem estruturada poderia ter evitado um desastre no jogo e o Big Fone lá muuuudo.

4- Não escolham o bizarro achando que ele se transformará no bobo da corte, pois ele pode acabar sendo a única opção decente do público para campeão, mesmo com toda bizarrice.

5- Não dê confiança a nenhum participante a ponto dela te chamar de Amorinho durante o programa. Pega maaaaal!

6- O jogo é para gente grande. Deixem as filhinhas da mamãe em casa senão elas desistem faltando apenas um mês para acabar o show e nos obrigam a assistir uma última semana sonolenta com apenas três participantes no jogo.

7- Continuem apostando na melhor idade, afinal de contas panela velha é que faz comida boa

8- Participante bem humorado não é necessariamente aquele que vai roubar o pão. Ser brincalhão é uma coisa, agora ser moleque é outra beeeeeem diferente.

9- A gente sabe que a crise econômica está chegando, mas não precisa exagerar e deixar o povo com fome no Tá com Nada. Precisando de ajuda a gente organiza uma vaquinha.

10- Traz de volta os esporros do Boninho, pois os áudios vazados são diversão garantida para a internet.

Eterno01

Chegou o momento de a gente tecer nossas considerações finais sobre mais esta edição do Big Brother. Uma edição anunciada como a melhor de todos os tempos acaba num anticlímax imenso. Eu só não direi pior do que o BBB14 porque poucas edições serão tão ruins quanto a edição passada. Pelo menos este ano nós tivemos um elenco decente. Que se perdeu ao longo do caminho, é verdade, mas foi um dos melhores elencos das últimas edições. O BBB15 trouxe um pouco de cultura, foi uma edição que negou a fama do público que gosta do programa ser ignorante. Ouvimos Bach, acompanhamos as discussões intermináveis de Marco e Adrilles e após a eliminação do Marco, de Adrilles com Mariza. Tivemos a melhor playlist da história do BBB, sentimos ódio e amor na mesma medida.

Eterno02

O que deu errado, então? Por que após um início frenético a gente termina nesse clima melancólico? Pois ninguém está muito satisfeito com os finalistas. Nem mesmo a torcida da Amanda ou do Fernando já que eles tanto manipularam que conseguiram para si pelo menos o segundo e terceiro lugar, nem mesmo essas torcidas têm muito que comemorar. A torcida do Fernando se esconde nas redes sociais morta de vergonha de ainda ter coragem de defender suas atitudes. A partir de um determinado momento Fernando passou a fazer o jogo interno e não poupou esforços, jogos de palavras e muita lábia da pior espécie, se esgueirando para não ir ao paredão.

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Amanda hoje se encontra a mercê dessa relação doentia que eles desenvolveram e eu duvido que mesmo quem goste da morena esteja aplaudindo suas atitudes na casa. Tanto falaram de Aline, que Amanda ao se relacionar com Fernando mostrou-se tão ou mais sem personalidade que sua adversária. Aline pelo menos em muitos momentos se colocou contra o Fernando, argumentou com ele sobre o jogo e até mesmo sobre suas atitudes em relação à Amanda. A primeira briga do casal foi por conta disso. Amanda nada questiona, virou marionete nas mãos do Fernando, aceita tudo, humilhação, desprezo, declarações de amor arrancadas a fórceps. Amanda anulou-se completamente.

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A torcida do Adrilles briga esta semana para manter na casa o nosso querido poeta que não soube se defender nesse jogo. Pelo menos podemos dizer que Adrilles foi coerente e que não houve nenhuma segunda intenção em seu voto no Cezar no paredão que eliminou Mariza. Adrilles é desses caras puristas, que morre para defender sua ideologia, que não arreda pé de seus ideais. Acredito que o voto no Cezar nessas duas últimas semanas teve esse componente de se manter fiel aos seus princípios. Princípios esses que o colocaram em rota de colisão com o público que tanto desejou ver Fernando nesse paredão. Se Amanda e Fernando formassem um casal bonito e admirado todos aqui fora estariam aplaudindo Adrilles por defendê-los no jogo. Mas, Amanda e Fernando são rejeitados por grande parte da internet.

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Adrilles não tinha como saber disso, mas tinha como analisar melhor os sinais que o jogo lhe forneceu. A saída em fila indiana do Grupão, a ideia de que um homem que promete casamento a uma mulher e depois fica com outra talvez não fosse bem visto aqui fora. Coisas que Mariza intuiu e que Adrilles negou e se recusou a olhar o jogo através dos olhos sagazes de sua amiga. Adrilles olhou o jogo com olhos de poeta, apostando no amor romântico, idealizando a relação de Amanda e Fernando como algo que ele gostaria de ter. Idealizando Amanda, colocou-a no lugar de musa, se recusando a votar nela, afirmando que primeiro votaria em Fernando. Idealizando o amor. Do seu ponto de vista como o público poderia preferir uma professora de meia idade e um poeta vesgo e eloquente em detrimento de um casal formado por pessoas jovens e bonitas?

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Ele não conseguiu perceber o amor imenso que suas discussões literárias e filosóficas poderiam despertar. Adrilles foi prisioneiro do estereótipo de que casal faz fama e é querido no Big Brother e nessa noção ele vai morrer agarrado até que a eliminação abra seus olhos para tudo aquilo que o público aqui fora vem enxergando e tentando fazê-lo entender através de eliminações consecutivas. Adrilles também tem o componente de uma carência imensa, se vê mergulhado em sua necessidade de ter alguém como objeto de desejo e afeto, uma figura feminina idealizada para alimentar sua alma de poesia. Por mais estranho que possa parecer, Amanda acabou cumprindo esse papel. E Adrilles tornou-se o fiel escudeiro do casal. Abriu mão de ser protagonista e abraçou o papel de coadjuvante. Não quis ser Dom Quixote e brigar contra moinhos de ventos, decidiu ser um eterno Sancho Pança.

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Esse é um daqueles paredões difíceis onde a gente tem que votar até o dedo sangrar. Final antecipada já que Mariza e Cezar foram os dois únicos jogadores do BBB15 que não se deixaram seduzir pelo apelo falso de seus adversários. Mariza começou meio atrapalhada nesse jogo, talvez por desconhecer sua dinâmica na totalidade ou, quem sabe, por ser a pessoa mais velha do grupo e ainda confusa no meio daqueles jovens que eram seus adversários e ao mesmo tempo tinham a idade para serem seus filhos. Lá no início Mariza titubeou, parecia que não saberia fazer uso de sua sabedoria e inteligência. Mas, conforme o jogo foi se desenrolando, na medida em que as pessoas foram se revelando, Mariza foi desabrochando e tornou-se a grande leitora das emoções humanas do BBB15.

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A saída de Marcos foi fundamental para que ela tivesse em Adrilles o contraponto, o interlocutor do embate de palavras e discussões inteligentes como acho que jamais tivemos oportunidade de presenciar numa edição de BBB. Mariza e Adrilles trouxeram vida inteligente para o Big Brother e, para surpresas de alguns, encantaram muitos e ganharam admiradores e uma grande torcida. Nós não ficamos tão surpresos assim, pois sabíamos que o público que gosta do BBB é informado e formado, muitos têm mestrado, doutorado e pós-graduação. E a presença de Adrilles, Mariza e Marcos no jogo mostrou, para quem escolhe o elenco do BBB, que seu público fiel sabe apreciar o jogo além das barrigas de tanquinho que vinham sendo a direção das últimas edições.

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Mas, Mariza não é perfeita. Ela é ranheta, algumas vezes mal humorada, crítica até as últimas consequências. E incomoda. Incomoda seus adversários e sua torcida já que tudo que ela expressa são verdades contundentes a respeito de seus oponentes. E ouvir verdades sinceras, mas nada lisonjeiras, acaba trazendo alguns desafetos. Mas qual o grande jogador de Big Brother não teve seus desafetos no jogo e fora dele? Aliás, não agradar a todos é meio uma premissa, pois é impossível ter personalidade, se comportar fiel as suas opiniões sem bater de frente com meia dúzia dentro da casa. Mariza é mulher nordestina arretada, mãe zelosa, jogadora sagaz. Está sendo admirável no jogo, pois no meio de tanta falsidade, cantos da sereia, tanta maneira vil e torta de se construir o caminho para a Final ela se destaca por ter uma trajetória reta e enxergar cada manobra, cada intenção oculta, cada mão estendida com segundas e terceiras intenções. Ela se destaca por ter virado o barco em cima daqueles que tanto a depreciaram, por ter se reinventado nesse jogo que pode ser cruel com os jogadores, pois revela o que eles têm de bom e de ruim. Conseguir fazer prevalecer suas qualidades é para poucos. É bonito assistir um jogador que não se escondeu, que mostrou erros e acertos, que mostrou um lado humano, generoso e divertido em meio à tanta ganância pelo prêmio do BBB.

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Mariza tem medo, mas não é covarde. Mesmo sabendo que dar a imunidade a Cezar a impediria de enfrentá-lo no paredão, Mariza não vacilou em imunizar o amigo Adrilles por afeto e por gratidão. Foi mesmo uma pena que nessa reta final Adrilles se deixasse seduzir pelo Fernando e Amanda e se recusasse a impedir esse paredão tão temido por Mariza e por todos nós. Mas, esses enganos já são clássicos no BBB, essa cegueira momentânea e muitas vezes lamentada depois que o jogo acaba, faz parte das armadilhas plantadas pelo confinamento e pela convivência forçada. Ademais, Fernando, como todo bom cafajeste, é um grande sedutor e levou um carente Adrilles na lábia. É impressionante como Fernando covardemente foge dos paredões. Sua guinada no jogo foi justamente nesse sentido, de fugir de ser votado, e culmina com sua declaração à Amanda do quanto ele estava aliviado por estar fora do paredão montado por eles no domingo passado. Uma lástima esses dois!

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Fernando, como bem disse Cezar, fez Mariza votar em Amanda por causa dele, da mesma maneira que agora ele fez Amanda votar em Mariza para salvar sua pele. E, mais, como muito bem pontuou minha amiga Mar, essa história de que Fernando foi o jogo do BBB é profundamente irritante pela falta de criatividade dessa história. Como ela bem disse “quantas vezes vimos o cara galinha com duas mulheres? Perdi a conta. Mas dois intelectuais, uma professora mais velha, que virou o jogo da perseguição inicial que sofreu, um poeta maldito e feio, que sofreu a rejeição da amada platônica, quando houve em outras edições? Quem fez esse jogo foram os dois, Fernando só repetiu a velha história do galinha charmoso”.

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Enfim, Cezar e Mariza se encontram nesse paredão que se define hoje à noite e de onde provavelmente sairá quem vai levar para casa o prêmio desta edição. Sem tirar os méritos do Cezar, é impossível não perceber o quanto foi fácil dele se manter imune ao jogo de intrigas trançado dentro da casa já que ele teve como linha de atuação se manter distante das pessoas, não criar laços afetivos, ser uma espécie de repórter das tramas e artimanhas do jogo. Cezar não se comprometeu, não deu a cara à tapa, margeou o jogo e no fundo, é uma planta daquelas tão bonitas e lustrosas que não parece planta, parece artificial, mas é planta verdinha e decorativa. O jogo do Cezar começou e encerrou nele mesmo, foi esquivo, frio e claramente montado e atuado em seus mínimos detalhes. Errado ele? Não, errado nós se permitirmos que esse ludibriar do público seja merecedor de ganhar o paredão desta noite e chegar à final com o cheque praticamente assinado em seu nome.

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Esta é uma semana particularmente difícil para quem quer ver Adrilles e Mariza na final do BBB15. Vai requerer muita união e muito esforço. Amanda já declarou que colocará Mariza no paredão para deixar a casa livre para votar no Cezar. Acredito que por sua própria vontade Amanda indicaria o Cezar, mas Fernando jamais deixaria que isso acontecesse, pois isso significa que ele provavelmente estará no paredão. Falta ao Fernando coragem de deixar o jogo correr e vir o paredão para enfrentá-lo de peito aberto. E essa coragem falta justamente porque, lá no fundo, ele tem consciência que deve muitas explicações ao público. Fernando está correndo do paredão. Falta culhones ao Fernando, falta hombridade. E sobra falsidade e covardia. Se grandes gestos são difíceis para Fernando, gestos heroicos como o de enfrentar Cezar, não fazem parte de seu cartel de jogo. E um campeão não pode ser covarde, essas tais atitudes nobres são importantes na construção de um perfil que leve a maioria do público a abraçá-lo integralmente.

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Eu acho que a gente tem que entender o desejo do Adrilles de manter seu voto no Cezar. Adrilles já provou seu carinho por Mariza, salvou-a do paredão sem nem pensar se ele poderia ser a bola da vez. Ele não tem medo do paredão, não é esse o caso e já provou ser capaz de fazer grandes gestos. O problema é que nós já descobrimos quem é o Fernando, Adrilles não faz ideia de com quem ele está lidando. E, mesmo hoje sabendo a real personalidade do carioca, nós levamos um tempinho para encarar a verdade apesar de olharmos o show durante 24 horas. Para Adrilles, um possível voto da Amanda na Mariza é fruto de alguma indisposição pessoal entre as duas, ele não tem ideia de que o voto é pensado e calculado como uma maneira de tirar o casal Fernando e Amanda do paredão sem medir se ele, Fernando, estaria traindo ou não algum amigo na casa. Ele jamais imaginaria que está passando pela cabeça do Fernando colocar ele contra Mariza. Ele não sabe que Amanda e Fernando estão combinando, por sugestão do carioca, de não deixar que o trio Cezar, Mariza e Adrilles sequer fique sozinho para combinar algo sobre o jogo, ele não enxerga que Fernando seja tão dissimulado, traíra e calculista. Fernando sabe muito bem levar todos na lábia e esconder suas reais intenções no jogo. Ele tem o Fernando como um de seus principais amigos e aliados na casa, por isso sua dificuldade de votar nele nesse momento. O canalha nessa história é o Fernando, não coloquem Adrilles nessa posição, pois no jogo ele foi e está sendo só alegria e amor.

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Adrilles, como eu já disse anteriormente, é um livre pensador, e como tal ele dá abertura a todas as possibilidades do pensamento humano. E, por ser um romântico inveterado, por querer para si um amor que não caiba em regras e imposições, ele tem um olhar generoso sobre o relacionamento de Amanda e Fernando. Ele jamais os criticará duramente por se envolverem no jogo. Como a traição não faz parte do mundo de Adrilles dificilmente ele vai pensar que Fernando está enfiando uma faca nas costas dele e de Mariza. Adrilles tem essa visão utópica do relacionamento humano. Ele tem consciência que está num jogo, mas encara suas regras com o coração aberto para todas as suas possibilidades.

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O público que torce por esses dois pode até lamentar a decisão de Adrilles em não querer neste momento emparedar Fernando ou Amanda, de ainda votar orientado por sua falta de entrosamento com Cezar, por não gostar do Cezar, mas jamais crucificá-lo, pois esta decisão foi claramente comunicada à Mariza, não existe traição, apenas um conflito de posicionamento no jogo neste momento. Mariza aceitou a decisão do amigo e juntos eles continuam a nos divertir e fazer valer a pena assistir o PPV. Adrilles e Mariza se entendem, se desentendem, mas a marca mais importante desses dois é o carinho que cultivaram dentro do confinamento. Esta decisão consciente e amplamente discutida com a amiga não invalida tudo de bom que Adrilles trouxe ao jogo, assim como não invalida a união de suas torcidas. Quem quer que Mariza vença o BBB depende da ajuda daqueles que querem que Adrilles leve essa grana para casa. Estas duas torcidas estão nesse jogo juntas e só têm chances se juntas permanecerem.

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E, mais, eu vejo esse possivel paredão entre Mariza e Cezar, como uma repetição do histórico enfrentamento entre Max e Ana no BBB9. Enfrentamento sofrido, mas necessário a quem quer ser o campeão do BBB15. Não existe ganho em se esconder desse paredão. Se esconder é coisa para os Fernandos e Amandas da vida. É uma final antecipada? Sim. Mas por isso mesmo é que ela tem que ser enfrentada de maneira gloriosa, com garra e muita vontade de vencer. Mas, ainda temos o Anjo que pode mudar todo o quadro desse paredão. Quem sabe a sorte pode sorrir para o jogo e permitir que a grande Final entre Mariza, Cezar e Adrilles seja ainda possível? O jogo está bonito, Mariza e Adrilles são a melhor dupla que a gente teve oportunidade de assistir em várias edições. Go Mariza e Adrilles! Go!

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A noite passada parece que Fernando finalmente decidiu assumir seu relacionamento com Amanda em mais uma cartada nada inteligente na tentativa de ganhar o prêmio do BBB15. Não é muito fácil falar sobre o jogo do Fernando, pois ele se tornou tão feio, tão mau caráter, tão viscoso e burro que o sentimento que a gente tem é que ficaremos aqui a desfiar todo um rosário de impropérios contra um jogador que decepcionou uma torcida imensa e que teve as atitudes mais escrotas jamais vistas em uma edição do BBB. Beijar Amanda fora do edredom é apenas um detalhe, não menos cretino e parte de um planejamento difícil de a gente acreditar que possa sair de uma cabeça medianamente inteligente.

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Olhando os dois, a gente chega à conclusão de que Amanda e Fernando se merecem, se completam em sua visão egoísta e egocêntrica do mundo. Para eles pouco importa quem sofra ou se alguém vai sofrer. Não tem relevância se fizeram promessas, seja de amor ou a um pai falecido. Para esses dois, a maneira que eles constroem a vida se baseia no prazer imediato, em sua satisfação pessoal nem que para isso eles tenham que machucar as pessoas a sua volta ou se humilhar, se oferecer e rastejar para conseguir seu objetivo. Foi assim que Amanda conseguiu finalmente submeter Fernando, ela não deu tréguas, não mediu esforço e consequência.

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Apesar de ser uma colocação banal, a pergunta que eu me faço é se os fins justificam os meios. Será que é tão importante assim conquistar um homem a qualquer preço sem importar a maneira como ele te deseja? Ou se te deseja? Também fico pensando até onde é verdadeira a história de Amanda de que ela jamais ouviu um “eu te amo” na vida já que destruir relacionamentos alheios parece ser recorrente em sua história. Fora do BBB, a mídia vem badalando dois casos de relacionamentos destruídos por ela. Eu fico na dúvida se Amanda tem realmente uma baixa autoestima ou se na verdade ela é apenas alguém egoísta, fútil e sem valores. Às vezes me parece que a mulher que rastejou por Fernando é só uma pantomima daquela que não suporta uma recusa, que não se priva em seus desejos, que destrói o outro para construir a ilusão de estar construindo algo para si. Nesse sentido, Amanda não tem compaixão, só olha o próprio umbigo. E justamente por esse motivo ela e Fernando se completam, são almas gêmeas, olham o mundo através da mesma lente auto centrada e deturpada.

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Fernando mostrou que é um grande cafajeste, mas Amanda em nada deixa a desejar ao seu Príncipe Mané do castelo de papel citado por Bial no discurso da eliminação do Rafa. Eu acho que é óbvio que num BBB todos podem fazer o que quiserem, mas também é igualmente óbvio que não tem como fugir do julgamento do público. O problema nem é Fernando ter ficado com duas meninas num mesmo programa. O problema foi a falta de honestidade no trato com o outro, foram as juras de amor que ele fez à Aline, o pedido de casamento, o transar sem camisinha porque queria que ela engravidasse, dando a entender que existia uma seriedade quando na verdade parece que todas foram palavras ao vento. Eu até acho que ele gostou da Aline, mas ele foi tão leviano que nos faz duvidar de suas atitudes e sentimentos. Um mês depois guardar foto e terço na mala porque em seu lugar na casa ele colocou outra sem sequer se preocupar o tanto de exposição que ele submeteu a que estava aqui fora.? Como te perdoar Fernando?

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Aliás, ele não se importa com isso. Não existe respeito dele em relação às mulheres, elas são apenas objetos de uso, disponíveis para serem usadas a seu bel prazer. Fernando não respeitou Aline e respeita menos ainda Amanda já que para rolar algo entre os dois quem teve que correr atrás e se humilhar foi ela. Ele não mexeu uma palha no sentido de conquistá-la. Isso não é querer o outro, é usar o outro, é ter desprezo pelo outro. E Amanda deixou-se usar, deixou-se ser desprezada, aceitou tudo, pois mesmo que seja solteira ela se submeteu a essa relação transformando essa coisa existente entre eles numa paródia da hastag #nóscontratodomundo. Hoje a que temos é a de #nósferrandocomtodomundo.

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Agora para tornar esse jogo mais rasteiro só falta Fernando dizer a Amanda o famoso “eu te amo” que ela diz nunca ter ouvido de alguém em sua vida. Dizer eu te amo na boca do Fernando nada significa já que essas palavras foram gastas há um mês com Aline e acabaram em todo esse arremedo de relacionamento que assistimos hoje entre ele e Amanda. Caso ele diga esse “eu te amo” isso será apenas parte da guinada planejada por Fernando nesta reta final do jogo para enganar o público, a mídia, os participantes e a produção do BBB. Só te compra quem ainda não te conhece!

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