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Ana Paula foi eliminada. Isso por si só deveria ter sido um imenso alerta ao povo da casa, principalmente a Sétima Aliança, de que o jogo do trio formado por Diego, Patrícia e Ana Paula não estava agradando ao público. Apostamos muito nisso, familiares dos jogadores apostaram nisso, torcidas apostaram nisso, acredito que até a produção do programa apostava nisso, mas como o confinamento leva a conclusões que jamais entenderemos, após o choque inicial a Sétima Aliança volta a se reagrupar e traçar estratégias.

Diego sofreu muito o impacto da eliminação de sua parceira de jogo. Acredito que ele chegou sim a cogitar se afastar do grupão, fazer um jogo solo com Patrícia e seguir adiante. Mas, talvez por algum mecanismo de defesa, pois admitir que Ana Paula tenha saído por conta do jogo apresentado seria admitir a derrota do próprio jogo, Diego voltou ao velho esquema de traçar estratégias junto com Wagner, Caruso, Viegas, Nayara e Patrícia.

Simplificaram a análise da saída da Ana Paula ao fato de duas torcidas terem se juntado para derrotá-la na votação do público. Colocaram na conta do Mahmoud a indicação da bruxinha ao paredão, imaginaram altas conspirações e estratégias dos demais jogadores fora do grupão, tudo sob a batuta do Mahmoud, inimigo eterno da Ana Paula. E voltaram ao jogo com toda carga, mentindo, tramando, debochando, diminuindo o jogo adversário, colocando em xeque o caráter de seus oponentes. O que antes era feito por Ana Paula e Patrícia, agora temos Diego adotando essa postura. E é aí que reside todo o equivoco do jogo de Diego e Patrícia. O problema não é combinar votos, mas a maneira maldosa, fofoqueira, fantasiosa e mentirosa que eles desenvolvem essa combinação.  Ao perderem Ana Paula, a Sétima Aliança fica capenga de um componente, portanto Diego e Patrícia foram à caça e o alvo escolhido foi Kaysar.

Kaysar vinha fazendo um jogo quase que perfeito. Mostrou uma personalidade extrovertida, chegou disposto a alegrar a casa e distribuir pequenas pérolas de sabedoria. “O importante é ser feliz”, “ devemos perdoar e não guardar mágoas”, “O Brasil é um paraíso”, e por aí seguiam os textos de auto ajuda que tanto encantaram quem assiste o BBB18. A tal ponto que o perfil oficial do programa lançou no Twitter uma publicação com a foto do Kaysar e usando suas opiniões com o título de “Dica de Sabedoria do Dia” ou algo parecido com isso. O espírito era esse, enaltecer as lições trazidas pelo belo sírio para mostrar o quão sábio ele era.

Kaysar era uma espécie de unanimidade. Era quase uma heresia não gostar do Kaysar. Praticamente todas as torcidas trazem o símbolo de seu favorito acompanhado pelo passarinho que é o símbolo da torcida do Kaysar. Dentro da casa, Kaysar não atacava ninguém, era amigo de todos, servia de conselheiro para adversários das mais diferentes torcidas e só votava apenas em um jogador, Viegas. Se tivesse se mantido assim, Kaysar estaria num bom caminho de jogo solo. Não acho que Kaysar seja uma mistura de Cezar Lima e Kleber Bambam, mas acredito que foi buscar na boneca Maria Eugenia uma inspiração para a garrafa com papagaio com quem ele conversa. Até no confessionário no momento da votação, Kaysar leva sua fiel companheira, a garrafa. Não acho que ele lembre o Cezar porque Kaysar interage na casa, estabeleceu laços de afeto com Diego, Patrícia e, principalmente, com Ana Paula. Kaysar não busca o isolamento, mas sim a vida em grupo. Porque é justamente no coletivo onde ele mais brilha.

A saída da Ana Paula foi um momento de inversão para Kaysar. Comentava com Roberto o quanto a saída dela poderia ser benéfica ao jogo do sírio quando Roberto me alertou: não sei, talvez o benefício não seja tanto. Talvez perder Ana Paula possa trazer uma mágoa tão grande que o faça perder o rumo nesse tipo de jogo que ele vem apresentando até o momento. E, se observarmos Kaysar atentamente, seu semblante mudou, perdeu um pouco da leveza que era sua marca registrada. Kaysar acordou para o jogo e isso é um acontecimento importante. Acordar para o jogo não é um possível erro do Kaysar. Tampouco a escolha de seus alvos, essa escolha na verdade é pouco importante. Desde que ele não escolha Mahmoud, o restante da casa está valendo.

O que vai determinar a história do Kaysar a partir de agora é como ele vai lidar com a aliança que ele decidiu abraçar. Porque o jogo da Patrícia e Diego, os responsáveis por cooptar Kaysar, é um jogo que mistura mentiras, maledicências, dissimulação, ou seja, coisas ruins que um jogador de BBB pode apresentar ao público. Escolher esse jogo, e essa aliança em particular, é que foi a grande inversão no jogo do sírio. Porque a partir de agora ele muda sua estratégia por conta da saída da Ana Paula. Ao escolher seus alvos através dessa aliança, Kaysar coloca as diversas torcidas que antes o abraçavam com alegria e peito aberto com o pé atrás. Kaysar pode deixar de ser o queridão de todos e passar a ter adversários reais dentro e fora do jogo.

A grande questão é se ele vai conseguir manter o que ele fez o público acreditar ser a sua essência, a do cara que sofreu e aprendeu na vida a ser feliz. Porque Kaysar estrategista, magoado e ferido, não é necessariamente um Kaysar que vá divertir e encantar o público. A conferir!

 
O jogo do BBB18 até agora se mostrou um jogo atípico. Aqueles velhos motes de romance, amizades para o resto da vida, mulheres e homens bonitos e bem posicionados no jogo, nada disso está funcionando para as torcidas aqui fora. De um lado temos um grupo grande na casa disposto a jogar o que eles chamam de “game”, ou seja, disposto a encarar os adversários como meras peças no tabuleiro do jogo BBB.
Do outro, temos jogadores sem essa vontade de jogar, mas com pouca capacidade de engatar uma história cativante. Talvez por isso, o trio formado por Clara, Gleici e Mahmoud comece a chamar a atenção do público, pois mesmo sem existir um afeto real entre os três, começa a aparecer entre eles uma afinidade através de um jogo transparente ao público. E talvez eles construam uma alternativa ao jogo frio e calculado implantado pelo G7.
Dentro desse contexto, Ana Paula poderia estar batendo um bolão. Disposta ao jogo interno, com boa capacidade de enredar em sua teia seus dois parceiros de jogo, Patrícia e Diego, se impondo sobre a falta de personalidade de Patrícia e a omissão do Diego, Ana Paula inverteu seu jogo de grande rejeitada da casa para uma espécie de chefe dos votos combinados do G7. Mas Ana Paula é excessiva, não tem medida, não tem empatia com o outro seja aliado ou adversário, olha apenas para o próprio umbigo.
E, mais, desrespeita seus adversários num tanto que impossibilita qualquer defesa de seu jogo, apesar de ser um jogo interno competente. Chamar suas coleguinhas de confinamento de “vaca”, “vagabunda” e afins vai além do jogo, coloca a avaliação da Ana Paula de seus adversários no campo pessoal levando o público a julgá-la também de maneira pessoal. Essa personalidade excessiva pode ser a derrocada do jogo interno da bruxa do BBB. Ao não ouvir o outro, ao passar como um trator sobre as argumentações de seus aliados, Ana Paula atrai para si a antipatia do grupo.
Ninguém gosta de ser manipulado. Mas, ninguém tampouco ainda se colocou contra ela porque está sendo conveniente para todos. Paula soube que ia ser votada e pensou que uma boa estratégia seria ir para a cozinha, ser simpática com o trio e quase beijar o Breno na festa de ontem. Wagner sabe que Ana Paula manipula os votos dele e até o momento continua se submetendo a esse jogo. A votação de hoje à noite será um bom momento de redenção para Wagner. Ana Paula é a menos querida pela avaliação que eles fazem todos os dias, mas o G7 continua se perfilando com os desejos da bruxa. Estou aqui aguardando esse povo acordar e dar um sacode nesse jogo previsível de se defender de maneira tão oportunista.
Talvez de todos do elenco Kaysar seja a expressão mais próxima do jogo padrão do BBB. Kaysar é um indivíduo simpático, alegre, faz um jogo cativante que pode levá-lo à Final do Big Brother quiçá, ao prêmio tão almejado. Kaysar não se faz de vítima da vida e esse é seu grande mote. Ele é um turista solteiro curtindo o Brasil e o Rio de Janeiro, o que faz de seu jogo algo colorido sem necessidade de alardear sofrimentos externos. Kaysar disse que os brasileiros vão para o estrangeiro lavar prato e, no entanto, têm vergonha de exercer a mesma atividade aqui no Brasil. Mas essa é uma visão de um estrangeiro em outra terra, de alguém que não está inserido em sua própria cultura. Kaysar é formado em hotelaria e, acredito, tenha sonhos de crescer profissionalmente no Brasil. O jogo analisado tem que ser aquele jogado dentro da casa, as histórias aqui de fora pertencem a outro personagem que pouco nos interessa, senão teremos que falar da vida sofrida de todos os jogadores. Poucos ali têm vida fácil.
Neste jogo quem surpreendeu e foi muito além das expectativas foi o jogo da Ana Clara. O sonho era do Ayrton, mas quem se mostrou a grande jogadora foi sua filha. Sagaz, inteligente, com personalidade marcante Ana Clara só não voa mais porque tem sua imagem atrelada ao pai e seu jogo engessado nessa dobradinha que foi importante até o momento, mas que já perdeu sua finalidade. A ruivinha do BBB18 é um pássaro com as asas cortadas pela presença do pai. Ayrton saiu da postura do pai transgressor para o pai controlador. Acredito mesmo que essa relação tumultuada que assistimos entre pai e filha seja a verdadeira maneira como eles se tratam aqui fora.
E por mais que a gente critique determinadas atitudes do Ayrton foi ele que formou essa menina com uma visão de mundo capaz de abraçar a Gleici e apoiar o Mahmoud sem se preocupar com os códigos acenados pela turma balada top. Apesar de ter apenas 20 anos, Ana Clara mostrou mais maturidade e um olhar mais abrangente sobre o outro do que muitos que estão no jogo e são mais velhos do que ela. Suas opiniões sempre são embasadas com conteúdo e reflexão lógica sobre o assunto. Mas, ao mesmo tempo, ela é uma menina capaz de alimentar uma paixonite pelo Breno, ter um certo controle sobre essa paixão, mas sem arredar pé de seu desejo de mulher. Breno beijou uma boca que não deveria ter beijado e fez promessas veladas à pessoa errada porque Ana Clara mostrou não ser o tipo de pessoa que deixe situações passarem batidas em sua vida.
Ayrton até o momento teve um papel de segurar um pouco a filha nesse jogo, talvez sozinha Ana Clara tivesse sido mais ousada e se perdido em sua trajetória. Mas esse momento de retenção já passou, Ana Clara precisa alçar voos maiores e acredito piamente que se ela voltar do paredão desta semana a produção do programa deveria cogitar a possibilidade do público escolher quem eles desejam que siga adiante, Ana Clara ou Ayrton.

Olá meus queridos!

Desculpe pela ausência, mas eu estava precisando de umas férias prolongadas. Muitos me perguntam se eu eu vou comentar A Fazenda. Não, não vou. Acho que sequer vou assistir. Tampouco estou com disposição de comentar a próxima edição do BBB. Nada contra o programa, mas esse clima de blog sobre BBB me faz muito mal, me deixa uma pessoa pior, me faz sentir coisas que normalmente não fazem parte da minha vida ou da maneira como eu me comporto no dia a dia. Não gosto de sentimentos como inveja, raiva, rancor…

Saibam que vcs sempre estarão em meu coração. Amo vcs pelo carinho que me dedicam, pelos anos que dividimos esse espaço na internet, pelas concordâncias e discordâncias que tivemos ao longo do caminho. Fiquem em paz! Fiquem com Deus!

Beijos em todas e em todos!

ErroNaCorDoCartao from SusanDCPL on Vimeo.

O futebol tem 17 regras básicas, para conhecê-las clique no link abaixo. E nestes vídeos estamos demonstrando o uso do cartão errado e o correto. Você pode ver que a diferença entre um e outro é gritante. E ai fica a pergunta… Por que o Juiz não usou o vermelho? Falta de conhecimento, falta de coragem, prejudicar o Vasco, beneficiar o Flamengo ou não querer prejudicar o jogo?

CataoCorreto from SusanDCPL on Vimeo.

Os comentaristas de futebol estão reclamando que neste jogo o juiz aplicou oito cartões amarelos e nenhum vermelho. No meu modo de ver o árbitro foi bem criterioso, pois quando ele não aplicou o cartão vermelho na agressão feita pelo jogador do Flamengo no primeiro cartão apresentado, ele só poderia aplicar o vermelho se a jogada retirasse a cabeça do adversário… Você não concorda? http://www.portalbrasil.net/regras_do_futebol.htm

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Como em várias atividades da sociedade moderna o futebol também não é mais coisa só para homem. E foi pensando dessa maneira que procuraremos levar um papo com vocês sobre este esporte que apaixona milhares de pessoas no mundo inteiro. Hoje começam as decisões nos campeonatos regionais, e acredito que apesar de não ser a principal competição do país são a que melhor conhecemos, pois é a mais próxima. Afinal todos nós temos, nem que seja de leve, uma quedinha por um clube, seja pelas suas cores ou pela tradição familiar ou simplesmente para ser do contra, rs rs rs.

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O futebol não conquistou tanto espaço de graça, o jogo tem na complexidade da execução dos movimentos um alto grau de dificuldade por ser executado com os pés e ter nas grandes dimensões do campo um imenso tabuleiro de xadrez, que precisa ser preenchido com planejamento da equipe de modo a se proteger e a atacar o adversário de forma harmoniosa e letal.

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O mais engraçado em tudo isso é que uma mulher foi até agora a maior detentora do titulo de melhor do mundo. Cinco vezes consecutiva eleita entre 2006 e 2010 e duas vezes em 2005 e 2011 vice, a brasileira Marta. Além disso, ela foi escolhida como Embaixadora da ONU. Creio que hoje ela seja hors concours. Mas não é só de Marta que vive o nosso futebol feminino, temos um time fortíssimo e assim como o masculino possui praticamente todos os jogadores selecionáveis do time principal e do sub-vinte que irá jogar nas Olimpíadas, jogando na Europa.

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Aí, você me pergunta: por que não temos os melhores campeonatos de futebol do mundo se temos os melhores jogadores? Primeiro não possuímos no país sequer um campeonato de futebol feminino. Se as meninas tivessem um mínimo de estrutura com certeza ganharíamos todas as competições. Hoje da forma precária que estamos, competimos de igual pra igual com os países organizados. E o masculino é refém dos dirigentes que não pensam em planejamento e estrutura, preferem dar mais valor ao faturamento imediato e duvidoso para privilegiar uns poucos.

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O melhor exemplo vem do nosso voleibol que, com uma pequena organização e planejamento, transformou-se num dos maiores vencedores do mundo, tanto no masculino como no feminino. Portanto, meninas, venham participar conosco dos debates sobre futebol. Afinal ele não é coisa só pra homens.

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