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Tinha tudo para dar certo, afinal de contas, o Brasil pegou fogo em outubro de 2018 com as Eleições Presidenciais. Pega uma turma de conservadores, com falas bem clichês e coloca na casa junto com uma turma de pessoas engajadas em lutas sociais, particularmente contra o racismo e machismo. Mistura tudo e teremos muitos embates, barracos e discussões sem fim por três meses alavancando o sucesso do Big Brother Brasil. Mas, não é bem isso que está acontecendo no BBB19.

Primeiro, as discussões do processo eleitoral nada tinham de divertidas, pelo contrário, foram desgastantes demais, criaram cizânias em amizades de longas datas e entre membros da mesma família. O país se dividiu numa polarização que fez mal à sociedade, seja o cidadão de direita ou esquerda, centro, acima ou abaixo. Saímos do segundo turno absolutamente exaustos. Acredito que mesmo os vitoriosos queriam um refresco, queriam ter algo em comum com aquele amigo que curte o Big Brother e torcer junto pelas mesmas pessoas, reatar laços perdidos. Eu, particularmente, clamei por um Big Brother de alienação total. A produção do BBB deu uma tremenda bola fora quando apostou nessa polarização.

Segundo, o perfil do elenco não é perfil de embate. Aos militantes parece que foi sugerido serem elegantes e leves. Aos conservadores, parece que nada foi sugerido, talvez contassem apenas com suas opiniões sobre o mundo para gerar conflito. Não deu liga. O lado da Gaiola precisava de alguém do outro lado com capacidade argumentativa para fazer contraponto e confronto com suas questões. Isso inexiste, a Villamix tem pouca ideologia e excesso de alienação. Além de não ter embates não conseguimos ver afetos crescendo na convivência. Nem mesmo da duplinha Hari e Paula. Não vemos esse afeto porque não as vemos em situação de conflito. Não as vemos dando colo uma para outra, trocando confidências, se dando carinho. Elas se bastam, próximas, mas não unidas. Se esse enredo será o suficiente para segurar o interesse no programa, eu sinceramente tenho muitas dúvidas.

Feita a bobagem, diante da insatisfação geral nas redes sociais, o que faz a produção? Aposta numa dinâmica que os tirem do marasmo? Não. Culpa os ativistas do elenco pelo fracasso de sua própria escolha. Faz chacota da militância, ser alinha com um lado da discussão da internet esquecendo que muitos que curtem o BBB têm uma visão diferente. Quando a Rede Globo coloca cartazes discriminando um dos grupos, a emissora abraça um lado. Então, diante dessa escolha, num paredão acirrado, com uma diferença de 0,48%, fica a dúvida se a vitória do paredão foi uma escolha do público ou da direção do programa. Tudo fica ainda mais confuso quando na última prova do Líder o apresentador antecipou o resultado da prova antes dela ser finalizada.

Se foi uma aposta da direção, apostaram no lado que traria menos tensão ao jogo. E não estou fazendo uma defesa da Hana. Apenas estou pontuando que era em torno dela que geravam todas as tensões e discussões até o momento. Ninguém mais trouxe nenhuma narrativa para esta temporada. Harianny tem até uns insights interessantes sobre o jogo. Na verdade, é ela que ajeita o rumo da prosa da Paula. Sem Hari como gêmea siamesa, Paula já teria falado e feito muita besteira na casa. Mas, Hari rendeu pouco até aqui. E não creio que ela vá mudar muito sua maneira de se movimentar pelo jogo. Mesmo com a produção criando o factoide de um romance com Diego. Será sempre aquela menina sentada no jardim ou na cama, quieta e introvertida. Segundo Hari, ela é uma pessoa de personalidade extrovertida e contagiante. Hari, nossa Mirla sapeca, levada da breca.

Nem vilão de responsa a gente tem nesta edição. Diego e Gustavo são caras bonitões, candidatos a protagonistas dos sonhos molhados das menininhas da internet. Podiam até ser conservadores, acho que isso não atrapalharia seu jogo. Se tivessem encarnado o macho alfa. No entanto, os dois se revelaram dois fosquinhas, meninos fofoqueiros e mais interessados em atacar uma menina jovem e bonita do que em seduzir suas também belas e jovens colegas de confinamento. Então, não deu liga. Se reduziram àqueles tios chatos que ficam na ceia de Natal dizendo como mulher tem que se vestir, falar ou se comportar em sociedade.

Chegamos nesse impasse. Sem vilões com coragem de ir para o embate, alguns cobram da Gaiola um afronte para uma polêmica que eles sequer sabem que existe. A Villamix tem duas caras, uma para articular os votos e outra para abraçar os membros da Gaiola como se amigos fossem. As únicas divergências apresentadas até aqui, foram com relação às falas inadequadas de alguns participantes. Mas, convenhamos, se a Gaiola já está sendo criticada sendo didática ao esclarecer o que é racismo institucional, imagina se eles partem para porradaria em cima dos racistas institucionais da casa.

O jogo começa a acontecer no momento em que Gustavo e Carol, deitados lado a lado, começam a conversar sobre estratégias de jogo. É para comemorar? É sim. Porque precisamos de alguém que aposte em estratégia para apimentar o jogo. O problema é que, quase sempre, eles pecam por sua arrogância, por sua visão maniqueísta, por sua pretensão de achar que sabem o que o público quer ou gosta. A gente que acompanha o jogo há anos sabe que não existe fórmula mágica, cada jogo é diferente do outro, o público reage de acordo com suas simpatias e antipatias, que quase nunca têm uma explicação lógica.

Eu diria que o jogo estratégico começou nas mãos da pessoa errada. Gustavo já mostrou ao público uma faceta não muito bacana, com declarações machistas e prepotência desmedida. Mas esses pecados no Gustavo seriam facilmente perdoados pelo público, principalmente na conjuntura atual, onde tem muita gente abraçando o diabo sem se importar muito com as barbáries que saem de sua boca, se ele fosse engraçado. O problema do Gustavo é que ele é chato. Desde ontem ele tenta vender o peixe de que ele e sua turma são as pessoas mais divertidas da casa do BBB19. Mas, de divertidos eles não têm absolutamente nada. Pelo menos, não até esse ponto do jogo.

Gustavo é meio ranzinza, não tem carisma e não se destacou no grupo. Entre seus aliados, ou possíveis aliados, talvez a que o público ainda ache um pouco divertida seja a Paula por suas falas inconsequentes, que veremos no caminhar do jogo se é inconsequência mesmo ou mera maledicência. Isabella, que ganhou uma torcida caprichete, mostrou-se chata e vazia de conteúdo. Cansou nossa beleza contando e recontando suas desavenças com Maycon num romance já abortado por ele antes mesmo de engatarem o affair.

Isabella tem duas chances no jogo, ou o Maycon muda de opinião e se casa com a bela ou ela conquista o Diego e forma um novo par. Carol, sua fiel escudeira, também parecia ser uma boa promessa, mas até o momento não emplacou um lugar de destaque. Acho que sua associação com Isabella e Gustavo pode ter sido um tiro no pé em sua trajetória. Além deles, Gustavo considera de seu grupo o compadre Diego, que é outro sujeito chato, sem assunto, que entrou no jogo tentando ser um outro Diego Alemão, coisa que ele nega, mas que eu suspeito seja seu sonho secreto.

Enfim, de divertidos e carismáticos, o grupo do Gustavo não tem absolutamente nada. Não que esse grupo seja divertido em outras rodas, mas pelo menos ninguém sai apregoando pela casa o quanto eles são legais para angariar aliados. E, pior, Carol engatou nessa conversa o fato deles serem “do bem”. Carol, baby, no BBB quem determina se alguém é do bem ou não é o público aqui fora. Vocês vivam o jogo e deixem os rótulos com a gente.

Eu acho que esse jogo pode ser um pouco mais complexo do que imagina Gustavo. Primeiro porque apesar dos grupos estarem mais ou menos estabelecidos, eles têm viés horizontais que desafiam essa visão monolítica de “nós cá” e “eles lá”. Por que? Porque pessoas como Vinicius ou Hana são uma incógnita nesse jogo de grupos fechados. Hana é próxima da galera do Baile de Gaiola, não creio que vote neles, mas ela também é próxima da Paula e da Hari e até mesmo da Isabela. Não sei ainda que rumo o jogo da Hana tomará diante dessa proximidade com as meninas e de sua possível ligação com Alan. Espero que tenha uma coerência, independente de suas amizades porque Hana tem carisma, é inteligente, tem condições de virar destaque no jogo.

Enfim, eu vejo esses grupos a priori caminhando juntos, mas acho que ainda precisamos de um elemento catalisador que confirme essas alianças. Esse embate de Baile de Gaiola versus Villa Mix está muito mais na cabeça do Gustavo e do público das redes sociais do que na cabeça da totalidade dos brothers e sisters que habitam a casa.

O BBB19 começa com uma semana morna e sem grandes acontecimentos. Talvez pelo fato de nesta primeira semana não ter prova de Líder e votação para paredão, o clima da casa é quase um clima de colônia de férias. Colônia essa, que só não se confirmou devido às diversas pequenas polêmicas por declarações inadequadas de alguns participantes. Mas, mesmo assim, a grita foi maior nas redes sociais porque os brothers e sisters têm passado por esses mini atritos com elegância e tranquilidade. Pelo menos, até o momento.

Mas, apesar dessa pretensa harmonia, a casa já está claramente dividida em dois grupos. O do pessoal com perfil padrão, apelidado nas redes sociais de galera Villa Mix, e o povo das causas sociais, chamada de Baile de Gaiola. Coincidentemente, ou não, o povo Villa Mix é em sua hegemonia formado por brancos, de cabelos louros ou pretos, mas definitivamente brancos. E o grupo do Baile de Gaiola é em sua maioria formado por negros.

Com uma configuração dessa, ainda tem gente nas redes sociais não querendo que aqui e ali pontuem discussões interessantes sobre o uso do termo “cabelo ruim”, ou a dificuldade de acesso à educação pela população negra, ou questionar a máxima de que “bandido bom é bandido morto”. Enfim, uma sucessão de conversas interessantes, para nosso deleite, sobre temas polêmicos e bem atuais.  Vale destacar que o pessoal do Baile de Gaiola tem sido extremamente delicado ao esclarecer essas questões, sem descambar para militância agressiva ou deboche com o desconhecimento de seus companheiros de jogo.

Mas tem gente reclamando. Gente, inclusive, que já curtiu alguns papos cabeça dentro da casa do BBB. O que me leva a pensar se o que está incomodando algumas pessoas não seria o tema do debate. Acho que nossa sociedade está como um avestruz, com a cabeça enterrada num buraco, ou como os personagens do Bird Box com uma venda sobre os olhos. Então, olhar a realidade como ela é, sentar em nossa sala de estar e ter que refletir sobre o abismo enorme que existe entre as expectativas da população negra em nosso país e da população branca, deve mesmo ser bem desagradável. Principalmente para quem abriu mão de valores civilizatórios para ver se alcança alguma estabilidade econômica.

Eu não sei como a gente vai conseguir fugir dessa contradição imposta pela própria configuração do grupo. Faz parte desse jogo e, pior, ou melhor, faz parte da discussão que está posta na sociedade. BBB sendo um microcosmos dessa realidade está também inserido nesta discussão. Resta saber como isso se combinará com o jogo para a conquista do prêmio final.

 

 

 

O jogo chega em sua reta final e faltam apenas duas semanas e meia para a Grande Final. Esse pouquinho de tempo e ainda oito jogadores na casa, ou seja, teremos paredões consecutivos daqui para frente. E a guerra nas redes sociais se acirra com a proximidade da definição de quem ficará com um milhão e meio nas mãos. Esta semana tivemos vários debates e neste texto eu vou me ater a apenas um deles.

O fato da Jessica ter fechado uma parceria com as meninas na semana passada e ter roído a corda esta semana com o agravante de arquitetar um empate na votação de hoje à noite para colocar a Família Lima no paredão. Acho interessante a torcida da Jessica defender de que ela tem todo o direito de votar na Gleici e Familia já que na escolha do empate com Caruso a Jessica foi a escolhida para ir ao paredão. Verdade. Mas nesta mesma semana em que Gleici queria indicar a Jessica depois de ter sido votada duas vezes por ela, Gleici foi taxada de vingativa por essa mesma torcida. Ou seja, dois pesos e duas medidas.

Gleici assim que chegou na casa ficou logo amiga da Paula. Que era próxima de Lucas, Jessica e Jaque. Gleici de tabela achava que também fazia parte daquele grupo, mas foi descobrindo aos poucos que não fazia. Primeiro foi o voto do Lucas que chegou de surpresa pegando Gleici totalmente desprevenida. Gleici conversa com Lucas, acertam seus ponteiros, mas Lucas volta a votar na Gleici. Neste segundo voto inclusive tendo como pano de fundo sessões intermináveis de deboche no quarto submarino. Jessica esteve presente em todas essas conversas onde Gleici era detonada, ridicularizada e votada pelo grupão.

Jessica e Lucas ignoraram Gleici solenemente uma vez na cozinha quando Gleici se sentou para conversar com eles. Jessica debochou da Gleici junto com a Jaque. Jessica fez fofoca da Gleici com a Patricia, Breno e Lucas. E Gleici sequer suspeitava que isso estava acontecendo. A luz amarela começou a acender para Gleici em relação à Jessica quando ela descobriu que Jessica havia votado nela pela primeira vez. As duas conversaram e para Gleici haviam se acertado, inclusive começaram a malhar juntas naquela semana. Mas, mesmo assim, Jessica novamente vota em Gleici e desta vez usando uma roupa que ganhara da acreana, mostrando que não é uma pessoa confiável.

Mas nada disso é levado em consideração. O único argumento agora é que Jessica pode votar na Gleici porque Gleici foi cruel e a colocou no paredão no lugar de colocar o Caruso. Ou pode armar contra a Família pelo mesmo motivo. Nada do que aconteceu antes conta, absolutamente nada. Jessica ter votado em Gleici duas vezes nunca foi olhado como álibi para a Gleici votar nela. Sempre diziam que era vingança. Não era, era instinto de autopreservação, coisa que Gleici tem de sobra. Quem tem a história de vida dela aprende a se defender desde cedo.

Enfim, depois do paredão do Caruso, novamente Jessica se aproxima das meninas numa atitude de conciliação e propõe uma aliança feminina dizendo que elas precisam se unir e se apoiar. E realmente Jessica fala que “Mulheres! A gente tem que se unir. Não digo para votar, mas para uma dar força para a outra”. É fato! E, como diz Roberto, mais perigoso ainda. Porque isso pode ter dois significados. Um de não combinarem votos e outro de não votarem entre si. O que não fica explicito. Nem para as meninas e nem para o público. Para mim o adendo de “não para votar” é apenas uma maneira de não assumir publicamente que combinariam votos. Mas, pelo menos, tem que significar que não votariam umas nas outras neste momento.

Porque afinal de contas, que tipo de apoio é esse? Uma segurar na mãozinha da outra e trocar de shampoo na hora do banho? Ou seria as meninas não votarem na Jessica e ela ter passe livre para votar nas meninas? Sinto muito meu povo. Mas apoio é apoio. Como Jessica depois de propor uma união, um apoio mutuo ainda se alia à Viegas e engendra um plano para dar empate e colocar a Família no paredão no lugar do Viegas? Não existe apoio com alguém te metendo uma faca nas costas. Não existe. Não existe apoio moral, emocional, afetivo, nenhum. E Jessica não propõe apoio apenas, ela propõe união com Clara, Gleici e Paula.

Enfim, Jessica que de boba só tem a coroa que vive caindo da cabeça, de tola não tem absolutamente nada. Porque se aproximou das meninas, se fez de amiga, propões uma aliança sem propor e na primeira oportunidade vai se aliar ao Viegas que era uma pessoa que a abominava e a queria no paredão desde a semana um do BBB18. Se alia hoje ao Kaysar quando concordava com tudo que Lucas falava sobre ele. A aliança de Jessica com Viegas, Diego, Patrícia, Gleici, Clara, Paula, Kaysar, enfim, todas elas, têm seu embrião no estilo Grupão de se aliar, ou seja, a gente faz qualquer coisa para salvar nossa pele. Doa a quem doer.

Nossas escolhas são norteadas por simpatias, por um senso de justiça, por empatia com as pessoas confinadas. Já defendi jogadores ruins, extremamente defeituosos, pura e simplesmente pelo senso de justiça, pelos ataques virulentos nas redes sociais. Já defendi jogadores cheios de virtudes, mas a quem a casa perseguiu sem dó nem piedade por ter um padrão diferente do seu. Porque jogadores de BBB, com raríssimas exceções, buscam dentro do confinamento o seu igual para se aliar. Tivemos algumas jogadoras brilhantes que souberam acolher o excluído e trazê-lo para o jogo. O jogador medíocre em geral olha apenas o próprio umbigo, faz escolhas erradas perante o público, mas sempre vai se consolar com uma possível superioridade intelectual apontando a burrice de quem vota. Assistir BBB foge pouco desse cenário.

Dito isso, Gleici enfrenta seu quarto paredão esta semana. A menina tímida do Acre, que num trabalho de formiguinha foi conquistando boa parte do público, já passou por poucas e boas dentro do jogo. Gleici foi claramente excluída? Não. Mas foi muitas vezes deixada de lado. Mesmo Paula, que sempre teve um carinho especial pela Gleici, lá nos primórdios do BBB abraçou uma aliança power rangers com Jaque e Jessica prometendo amor eterno e sonhos de estarem juntas na Final, esquecendo um pouco da Gleici. Onde estava Gleici nesse momento? Tentando achar seu espaço dentro de um grupo com personalidades fortes, vaidades exacerbadas e certezas de saber o gosto do público para ser um vencedor.

Gleici achou carinho na Paula, na Mara, na Clara e no Mahmoud. E, mais tarde, no Wagner. Ponto. Mais ninguém estava interessado na menina do acre, afinal de contas, ela não tinha cacife para disputar com eles. Ana Paula, Patrícia e Kaysar nos divertiam com suas palhaçadas assim que nos foram apresentados. Depois Diego se juntou ao grupo e o trio Mandinga passou 3 semanas deitado em berço esplêndido detonando meia casa, xingando as meninas, articulando planos mirabolantes para não ir ao paredão. Enquanto isso, Jessica vivia pendurada no Lucas e o trio formado por Wagner, Viegas e Caruso estava fechado em sua amizade e combinação de votos. Gleici acabou se aproximando da Clara que abraçou ela e Mahmoud e os três formaram um trio divertido e afetivo no jogo.

A primeira vez que Gleici enfrentou um paredão foi por indicação direta do Lucas. Foi tão fora da casinha a indicação do Lucas que até as redes sociais não entenderam qual o sentido de jogar Gleici no paredão. Lucas argumentou para seu grupo, e não para Gleici, que achava que ela era uma jogadora fraca e facilmente eliminável. Achismo dele norteado por puro preconceito. Na cabeça do Lucas os preferidos do público eram ele, Breno, Paula, Jaque e Jessica, os branquinhos do shopping como eram chamados pela Nayara. Depois vieram mais três idas ao paredão, duas com interferência direta do Diego e o paredão desta semana quando foi por ele indicada. No entanto, mesmo enquanto outros jogadores eram jogados no paredão o nome da Gleici nunca foi esquecido, jamais saiu da alça de mira da turma da combinação que se juntou para se livrar do paredão.

Então, reduzir o incomodo da Gleici com os votos levados a mero mimimi de quem não quer ser votado é no mínimo estúpido. Da mesma maneira que dizer que ela não interage na casa é um sofisma. Afinal de contas, quando Diego, Patrícia e Ana Paula tiveram um real interesse na amizade da Gleici? E Lucas e Jessica? E Viegas e Caruso? Nunca. Mesmo quando Gleici interagia com Viegas e Caruso no quarto Tropical, eles jamais deixaram de criticá-la ou menosprezá-la como pessoa. Até mesmo Breno por quem Gleici tinha apreço, não titubeou em colocá-la no paredão junto com o grupão. Nayara é negra, dizia defender os negros e nunca incluiu Gleici em sua defesa.

Hoje temos dez pessoas na casa, grupos definidos, antipatias estabelecidas, e mesmo assim existe quem, do público, ache que Gleici deveria ir lamber o saco de quem claramente a despreza. Diego, Viegas e Jessica estão há três dias detonando incansavelmente a Gleici. Rebaixando os valores da Gleici, Jessica chegou a dizer que ela não tem berço. Vocês acham que só a gente que está assistindo que está percebendo? Ou que Gleici é uma idiota e não entende o que eles estão fazendo?

O mais espantoso e revelador de tudo é a postura soberba do Diego. Que julga em função de uma pseudo intelectualidade ser superior a todos na casa. O olhar do paraense para Gleici é determinado por sua educação. Gleici para Diego não passa de uma cunhã. Cunhã são meninas ribeirinhas que são entregues para serem educadas ajudando como babás nas famílias de classe média e ricas da região norte. E isso está sendo dito porque Roberto é paraense e teve uma cunhã que cuidava dele, chamava-se Maria e quando atingiu os dezessete anos foi viver a vida dela.

Portanto, desde que começou o jogo Diego tem esse preconceito contra Gleici, esse olhar de superioridade achando que ele pode criticá-la, desprezá-la, diminuí-la e ela tem que achar bonito por ser de uma classe inferior. O exemplo disso é quando ele diz que ela deveria receber a placa de hipócrita e quando ele deu no jogo à Gleici a placa de sonsa. Diego foi conversar depois com ela para se justificar e a partir deste momento o assunto estava resolvido para ele, afinal de contas, como ele diz, a palavra só pode ser dirigida às pessoas que ele considera de alto nível. E como esse assunto estava resolvido para Diego, para Gleici é obrigatório que esteja resolvido também, ela não pode continuar achando ruim, colocá-lo no paredão, já que ele fez a enorme concessão de conversar com ela por alguns minutos.

Assim como Diego, Jessica tem o mesmo olhar. Já cansou de falar que não ajudar na casa deve ser da cultura da Gleici, que Gleici não tem berço. Jessica, aquela que hoje faz parte do grupinho que não tira o nome de Gleici da boca, há poucas semanas debochava da menina, fazia fofocas sobre ela no quarto submarino, era extremamente grossa com Gleici e para completar o escárnio, ainda se deu ao desplante de votar na Gleici usando uma roupa que tinha ganho da acreana. Mas, para alguns, Gleici colocar a princesa do shopping no paredão é simplesmente vingança. Não é não. É proteção, Jessica só não votou na Gleici neste paredão porque Diego fez uma indicação direta.

Enfim, este é o quadro do paredão desta semana. O fato do Leifert ter dito que Diego e Gleici não são plantas, não quer dizer que ambos tenham sido bons jogadores. Diego jogou mal, subestimou o público, fez jogo interno pequeno e tão frágil que perdeu o domínio muito cedo do jogo. Na semana passada quando Gleici foi para o Quarto Secreto quase todo Twitter queria que ela voltasse e indicasse a Patrícia em grande estilo. Gleici cumpriu seu papel. Hoje diante do desespero do Diego por estar no paredão com ela e para desqualificar Gleici ele classifica esse comportamento da Gleici como soberba e parte do Twitter está comprando esse discurso. Uns pela conveniência da defesa de um suposto jogo, outros por medo de uma possível força da Gleici na disputa pelo prêmio e outro tanto por mero preconceito que permeia as redes sociais neste momento tão soturno do Brasil.

Numa casa onde se debate pouco os afazeres domésticos, onde quem enfrenta mais a cozinha são Wagner, Paula e Clara, onde lavar louças é tarefa enfrentada por poucos, o próprio Diego pouco colabora, apenas Gleici é chamada de preguiçosa, afinal de contas, sob o olhar escravocrata que ainda domina o Brasil, biotipos como a Gleici que não encarem os afazeres domésticos são meros índios e escravos preguiçosos na Casa Grande desse show.

Paula Carolina combina com Breno deles dormirem juntos depois da festa

Paula estava muito danada da vida pelo fato da Ana estar no banheiro atrapalhando ela e Breno e foi sim grossa com Ana Clara. Porque Paula não assume, faz tudo pelas costas da Ana. Paula não tem nenhuma obrigação de dar satisfações à Clara, mas então, assuma, faça na cara e não às escondidas.

Ana Clara saiu chateada por toda a situação, pelo passa fora da Paula, por Breno e Paula e seu trelelê e sentiu falta do Mahmoud. Mahmoud era o cara que ouvia Clara, que a tranquilizava, que fazia companhia nas madrugadas.

Paula culpada por toda a situação, pela saia justa no banheiro, por saber que para Clara declara amizade eterna e ao mesmo tempo arma situações com Breno por trás de Ana Clara, vai atrás da parceira e a encontra chorando na cozinha. Aí começa a discussão, onde nenhuma das duas tem razão porque ambas não assumem sobre o que estão na verdade discutindo. Não é o passa fora da Paula, não é o choro da Clara, é todo esse imbróglio com Breno que por mais que a gente ache que se arrasta como novela mexicana da pior qualidade é o enredo que essas duas abraçaram no BBB18.

Ontem foi literalmente uma festa estranha com gente esquisita. Teve beijo entre Patrícia e Kaysar, o que está provocando um verdadeiro CSI BBB nas redes sociais, teve briga de Ayrton com Ana Clara, teve a ficada de Paula e Breno, embriaguez do Lucas, Jessica e Diego, teve cabaninha de Wagner e Gleici e teve Caruso e Viegas dormindo na sala. Teve tudo para quase todos os gostos.

Kaysar e Patrícia estão com uma brincadeira de fingir ser um casal. Acho que Patrícia se empolgou, Kaysar se enrolou e tudo leva a crer que eles se pegaram debaixo do edredom. Algumas pessoas falaram: Susan eles estavam fazendo cena. E eu respondo: cena pra quem cara pálida? Porque as únicas pessoas no quarto de luz apagada eram Caruso tentando dormir e Gleici e Wagner se pegando no outro edredom. Mas, qual o problema de Kaysar e Patrícia se pegarem? A princípio nenhum.  A questão é se eles vão levar isso adiante ou se eles vão se fazer de mortos e seguir amigos no jogo. E como cada um desses caminhos pode influenciar na trajetória deles. Kaysar é um dos participantes mais queridos do programa e Patrícia é das participantes com mais rejeição.

Outra grande polêmica da madrugada é o triângulo amoroso formado por Clara, Paula e Breno. Eu vou repetir, eles podem fazer o que quiserem ali dentro, mas tudo que fizerem será julgado pelo público. Clara se envolveu com Breno na primeira semana do jogo quando furou o olho da Jaqueline. Clara era amiga da Jaque? Não, elas nem se conheciam direito e o próprio Breno vivia dizendo pelos cantos que Jaque não fazia seu tipo. Clara aproveitou a deixa, alimentou esse assunto e eles acabaram se beijando na ante sala do banheiro. Logo em seguida, foi a vez da Jaque dar o troco e roubar Breno da Clara. Até aí tudo bem, foi uma espécie de chumbo trocado que começou com investida da Clara no boy da coleguinha. Mas, volto a repetir, Jaque e Clara não eram amigas.

Enquanto esse drama se desenvolvia, Paula fazia jogo de sedução em cima do Wagner e Caruso. Enquanto em Gotham City tínhamos um triangulo amoroso formado por Breno, Clara e Jaque. Em Metropolis tínhamos outro formado por Paula, Wagner e Caruso. Jaque é eliminada. Wagner começa a debandar para o lado da Gleici, seja por qual motivo for, mas ele se debandou e Paula perdeu o interesse por Caruso, a conquista foi fácil, Caruso estava nas mãos dela e, acredito, que ele era uma espécie de coringa para fazer ciúmes no Wagner. De qualquer maneira, Caruso é um cara complicado e não creio que fizesse o tipo de homem que Paula gosta.

Com a saída da Jaqueline, Breno, que foi para o Big Brother fazer coleção de bocas a serem beijadas, escolheu um novo alvo, que foi a Paula. E aí, nós temos um contexto totalmente diferente daquele que envolvia Jaque e Clara. Breno é propriedade da Clara? Não. É namorado da Clara? Não. Fez promessa a Clara? Também não. Mas cozinha Clara em banho Maria talvez porque ache bacana ser tão disputado no jogo. Ou como uma maneira de manter vivo para o publico que está entregando o que prometeu ao boss, ou seja, beijar muitas bocas.

Breno é uma espécie de cafajeste gente boa, mas nem por isso menos cafajeste, que acaba sendo perdoado em cima da eterna justificativa: ele é solteiro. Só falta completar: ele é homem. Como se essas posições na vida, ser solteiro, fossem desculpas para não se ter coração, não ter empatia, passar por cima dos sentimentos alheios, desrespeitar as pessoas. Breno prometeu a Clara que iria casar com ela? Não. Pelo contrário. Mas Clara se encantou pelo cara, pegou numa paixonite de menina que mesmo que tenha uma boa dose de fantasia, ela existe. Sentimentos são coisas sobre os quais a gente não tem muito controle, principalmente no confinamento.

Ao contrario de tesão e de desejo. Sobre tesão e desejo a gente tem controle sim. E é justamente aí que eu critico Paula. Paula se diz amiga da Clara e, no entanto, faz jogo de sedução para cima do cara que a dita amiga é super a fim no programa. Inclusive Paula já verbalizou para Ana Clara que não trocaria a amiga por alguns beijos na boca. Foi, inclusive, diante dessa promessa, que Ana Clara declara que Paula viria em primeiro lugar em sua preferência no jogo. Paula tem obrigação de abrir mão desse tesão por conta da Clara? Não.

Mas se Paula é uma pessoa bacana, cheia de discursos sobre coerência, respeito pelo outro e fidelidade aos amigos, por que ela se colocou na situação de viver outro triângulo sendo que desta vez um dos vértices é alguém que ela declara amiga dentro do jogo? Por que? Por que Paula faz esse jogo? Que vai a coerência de seu discurso e revela uma contradição não sabemos como ela vai resolver. Hoje as duas estão de boa, trocando carinhos, mas até quando essa situação se manterá tão leve e descontraída? Paula tem uma vaidade imensa e essa vaidade pode ser seu ponto fraco nesse jogo. E se ela não é amiga da Clara a ponto de pouco se importar se Clara vai ficar chateada ou não, não se intitule amiga, não troque confidências, não dê abertura para Clara falar do Breno. Falta à Paula empatia. No fundo, o sonho de consumo da Paula era ser menina Power Ranger.

E a ultima grande polêmica da noite passada foi a briga de Clara com Ayrton. Ayrton achou que Clara havia se excedido e decidiu tirar a filha da festa. Clara não é uma criança de dez anos, sequer é mais uma adolescente. Clara é uma jovem mulher de vinte anos de idade e, parece, com problemas de conexão com o pai. Ayrton poderia ter dado o mesmo toque tratando Clara como a mulher adulta que ela é. Principalmente porque ela estava numa festa na frente dos amigos e dentro de um programa de TV.

Ayrton não tem essa medida. Ele como pai se acha acima do bem e do mal. Alguns me disseram: Mas pai e mãe são assim mesmo. Não sei se concordo. Não sei se o fato de ser pai dá ao Ayrton ou a qualquer outra pessoa o direito de desrespeitar o filho ou filha, de ser autoritário. Pai não é feito para mandar e sim para orientar. Ele poderia ter orientado Clara e não impor sua vontade. Nós preparamos os filhos para o mundo. Se Ana Clara não está preparada para enfrentar o mundo a culpa é do Ayrton. Ela não estava num baile funk, estava dentro de um estúdio de TV, cercada de pessoas conhecidas e igualmente monitoradas.

Ah Susan, mas Ayrton é assim! O fato dele ser o que mostra no jogo não quer dizer que ele esteja correto, nem mesmo em suas atitudes como pai. O mote da família no BBB esta sendo muito mais proveitoso do que esperávamos. Serão julgados como família e indivíduos. Ana Clara tem isso muito claro tanto é que nos momentos de tensão maior ela não responde ao pai. O que fica parecendo é que existe muita carne embaixo desse angu tanto que ela disse que mais uma vez ele estava atrapalhando um momento na vida dela. Na primeira semana, os excessos de carinho de Ayrton com a filha colocam em dúvida os códigos de moral que norteiam a vida dele e fico aqui pensando no direito que ele tem de se indignar com Ana Clara pelo fato dela se embebedar. Sendo assim, manter Ayrton atrelado à Ana Clara nos colocará o risco de perder, em função de questões menores, uma das melhores jogadoras que temos visto em reality show nos últimos anos. Clara foi a responsável única e exclusiva em reverter a rejeição que a Família Lima ganhou na primeira semana do BBB18.

Entre Ayrton e Ana Clara é bastante óbvio que ela á muito mais inteligente e com muito mais capacidade de transitar pelo jogo, de sacar as pessoas. Ayrton é cabeça dura, gosta de mostrar para os adversários o quanto é inteligente, o quanto entende do jogo do BBB. Mas Ayrton não entende da vida. O primeiro indício desse fato foi ter concordado em colocar a família toda a serviço de um sonho que era dele. Ayrton expôs a família e todas as suas mazelas. Se a exposição individual já é difícil, imagina num grupo familiar? Desde que ganhou a liderança Ayrton tem se comportado como um pavão, se achando o dono da bola. Ontem, acabou sobrando para Ana Clara. Como já falamos anteriormente, já passou da hora da Rede Globo deixar o publico escolher quem ele quer no jogo.

Uma das coisas mais difíceis em reality talvez seja separar fantasia da realidade. Existe no jogo quem de fato são os jogadores, quem eles acham que estão mostrando e como nós os percebemos aqui fora. Leve para dentro do jogo alguém com uma realidade totalmente desconhecida, uma história de vida não contada, uma tragédia anunciada e teremos um prato cheio para toda sorte de fantasias e questionamentos. O problema é que o público escolhe que realidade ele vai abraçar e qual ele vai desmerecer, porque histórias de vida para contar, simples ou não, todos nós temos.

Aqui em casa a gente costuma falar que o silêncio do Kaysar em relação a sua história de vida é o elemento mais potente em seu jogo. É um silêncio que paira sobre sua permanência no Big Brother. Silêncio esse que permitiu a torcida montar aqui fora toda uma história de privações e dificuldades que o Kaysar sequer levou para o jogo. O que nós sabemos é que Kaysar saiu da Síria quando começaram os conflitos em seu país e que vem vagando pelo mundo nesses últimos 7 anos. Mas como Kaysar saiu da Síria? De carro? De ônibus? De avião? Ele foi para a Ucrânia tentar a vida, mas exatamente o que ele fazia lá? Porque Kaysar não conta, não conta nada da família, não conta nada das experiências dele em outros países, não fala da infância, da juventude, de como é a irmã, dos amigos que lá deixou e que fez na Europa e no Brasil, como é o pai e a mãe. Nada, temos um perfeito papel em branco. E esse papel em branco abre margem a toda sorte de especulação.

O problema é que como a Síria é um país em guerra, criou-se uma espécie de tabu em torno desses questionamentos. Como se ao questionar Kaysar a gente estivesse questionando a zona de conflito no Oriente Médio. Zona essa de conflito que a gente sequer compreende muito bem. Assim, como não compreendemos muito bem as realidades duras em nosso país. Questionar o nível de veracidade da história e sofrimento do Kaysar é uma heresia, mas questionar a história de vida de uma Gleici, por exemplo, é apenas colocá-la em seu devido lugar. Quando na verdade, ambos têm histórias tristes de vida. Pelo que nós pesquisamos existe em Aleppo a zona leste da cidade extremamente castigada e a zona oeste mais preservada dos efeitos da guerra. Se alguém tiver alguma outra informação, traga para nossa discussão.

Assim como na realidade do Brasil, também existem situações equivalentes em termos de sofrimento, violência, falta de saneamento básico, desemprego e falta de segurança pública. Se fizermos uma raio-X de uma favela do Alemão, por exemplo, você estará apresentando o pior do Rio de Janeiro. Se apresentarmos uma foto de Ipanema, estaremos mostrando o melhor. Com tudo isso não queremos dizer que os pais do Kaysar não estão passando necessidade, mas também não sabemos ainda a real situação em que eles se encontram. Isso é importante para o jogo? Não, na verdade não. Mas, como todo o marketing do Kaysar está sendo feito em cima da situação familiar, acaba gerando sim uma polêmica em torno desse assunto.

Kaysar precisa contar a história dele na casa. Não acho que seria vitimismo, seria um enriquecimento para nós que estamos assistindo. Porque compreender situações tão distantes só tornam mais ricas a nossa percepção da vida. A história do Kaysar pode passar por ele ter nascido em berço de ouros, ter uma família com muitas posses, estar bem de vida, nada disso vai alterar o julgamento do jogador que está dentro do Big Brother. Portanto não interessa a vida do jogador aqui fora, mas também não podemos transformar essa história de vida na justificativa para darmos o prêmio ao Kaysar. Talvez a Rede Globo pudesse colocar seu setor de jornalismo para trabalhar e apurar essa história e limpar de vez esse caminho. Porque se a história dos pais do Kaysar for muito triste de verdade isso também não vai alterar o resultado do jogo já que essa história de vida intuída está pesando atualmente neste resultado.

Kaysar é uma boa pessoa? Parece que sim. No jogo ele é amigo, companheiro, divertido, preocupado com as pessoas. Mas também é um cara que não se posiciona, que conversa com uma garrafa e que escuta toda sorte de bobagens por parte de Diego e Patricia e continua os escolhendo como melhores amigos. Ou seja, tem pontos bons e pontos ruins. Assim como muitos outros jogadores que disputam esse prêmio. Neste momento o silêncio de Kaysar e o silêncio da Rede Globo gritam em nossos ouvidos: precisamos saber dessa história!

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