A incrível prepotência do Twitter

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Eu acredito que depois de quatorze edições quem se dispõe a entrar no Big Brother sabe que vendeu sua alma ao diabo. Sendo essa diabólica função dividida entre público e direção do programa. Fran foi eliminada ontem à noite e as responsabilidades por sua eliminação estão sendo fartamente divididas entre o público que, segundo alguns, não sabe votar e entre a direção do BBB que permitiu que Marco levasse a informação da vinheta da Fran para dentro do programa, ou que tivesse utilizado uma frase “fora de contexto” da Fran em sua entrevista da cadeira elétrica e a transformado em sua vinheta de apresentação ao público. Ninguém sequer fala na responsabilidade da própria Francielli nesse imbróglio todo.

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Fran assistia ao Big Brother. Se não fosse apenas pelas inúmeras dicas que ela deu nas conversas travadas na casa, a utilização de uma máxima que causou tanta polêmica no BBB, a de que vale tudo só não vale roubar ou matar, é um bom indicativo de que a Fran sabia bem em que terreno estava pisando. Eu até acho que nas tais entrevistas para entrar no programa eles falam muita coisa que não dispostos a cumprir. Mas falam. E este ano não foi o primeiro em que as entrevistas da cadeira elétrica são liberadas ao público. E não creio que esse tenha sido o caso da Fran.

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Suas atitudes na primeira semana do programa demonstraram claramente que sua promessa de “fazer aliados e depois queimá-los todos” não foi feita na pressão da cadeira elétrica. Fran acreditava nessa linha de jogo e entrou no Big Brother colocando-a em prática. E foi além, verbalizou com suas meninas que caso voltasse ao jogo seu foco seria colocar a Aline e a Talita no paredão para desestabilizar os casais. Ou seja, comprou uma briga com uma torcida que ela sequer sabia o tamanho. Fran foi suicida, e de certa maneira ingênua. Talvez seja frequentadora do twitter e tenha tomado como base de sua estratégia as discussões da rede social.

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Foi uma perda para o jogo a saída da Francielli? Foi sim, pois alguém com tanta disposição para o jogo sempre movimenta a casa. Mas, ao mesmo tempo sua permanência iria arrastar por semanas essa discussão da vitimização da Fran. E o jogo poderia ficar insuportável, focado nesse drama, nesse jogo de vítima, na divisão da casa entre bem e mal com cada lado puxando a brasa para sua sardinha querendo ser do bem. Inclusive a torcida, mesmo a torcida pró jogo que também está impregnada pelos valores morais que regem os julgamentos no programa. As discussões de domingo até terça nas redes sociais foram muito elucidativas, no fundo ninguém é diferente. Aliás, a única diferença é alguns se intitularam de iluminados e mais inteligentes do que os demais, o que, em minha opinião é uma baita burrice. E de uma enorme prepotência.

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Ontem me acusaram de eu só torcer por mulheres fracas, ou bobas, no BBB. Bem se a Sabrina e a Iris são fracas eu acredito que muita gente gostaria dessa fraqueza que as fizeram acumular mais dinheiro, sucesso e admiração do que quem as julgam dessa maneira. Ou Maria que enfrentou um câncer com fé e determinação e Fernanda Keulla que soube construir sua vitória no BBB13 e hoje busca seu lugar ao sol. Eu não conheço a Maria e Fernanda intimamente, mas quem conhece Sabrina e Iris sabe o quanto são encantadoras, inteligentes e determinadas. Se essas mulheres por quem eu torci são bobas e fracas, eu saúdo essa fraqueza. E esse conceito de ser fraca ou forte é muito relativo. Quem é mais forte? A mulher que vai à luta e enfrenta um mercado de trabalho ou aquela que fica em casa e se dedica a criar os filhos? A mulher da cidade inserida dentro de um contexto urbano ou aquela que vive no interior com uma perspectiva de vida mais simples? A mulher que teve condições de estudar e conseguiu fazer faculdade, mestrado e doutorado ou a que ficou na ignorância por força das circunstâncias? A menina aparentemente boba no Big Brother mas com inteligência emocional para levá-la à vitória, ou longe na vida, ou aquela que entrou tacando o pé na porta e fez um jogo confuso e atabalhoado e que caiu depois no esquecimento? Sinceramente eu não sei. Porque independente do que você faça, ou onde você more, os problemas da vida estão aí e batem a nossa porta no momento em que a gente menos espera. E são esses momentos que darão a medida exata de onde está a nossa força ou fraqueza para enfrentá-los.

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E eu não sei se Fran era essa Coca-Cola toda. Quando viu seu jogo revelado, Francielli não teve peito de assumi-lo, pelo contrário, negou tudo, saiu do papel de jogadora e tentou abraçar o de vítima com o mesmo açodamento em que bateu no peito e disse que valia tudo, menos roubar ou matar. E essa incoerência da Fran, ou melhor, sua covardia não é indicativo de uma mulher fodona, ou seja, forte e corajosa. Ou até mesmo esperta e inteligente. Pelo contrário, revelou uma mulher rasteira e dissimulada.

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E como fica o jogo agora? Não sei. Pois quem faz o jogo são os jogadores. Só lamento que um grupo que foi tão elogiado na primeira semana seja detonado por parte das redes sociais por conta da eliminação de seu intitulado “melhor jogador”. O BBB15 será um jogo de casais? Não sei também, pois acho que existem bons jogadores individuais que podem surpreender no jogo. Eu sequer gosto dos casais desta edição. Rafael e Talita não montaram uma história para seu romance, logo na segunda noite eles caíram um na cama do outro. Apesar de que, pelo carisma da Talita, eles estão se equilibrando no jogo. Fernando e Aline começaram com um mote excelente para casal, a questão do triângulo amoroso. Mas, como a Amanda recuou diante da escolha do público pela Aline, esse mote caiu meio no vazio. Talvez, quem sabe, com a saída da Fran ela volte a atacar? E já adianto esse assunto porque depois não quero que me acusem de estar traindo essa ou aquela torcida no BBB15. É por demais simplista afirmar que quem não gostava da Fran quer um jogo de casal. Isso não significa que eu seja contra os romances. Acho que pegação, romance e beijo na boca são parte da vida e como eu olho o BBB sob a ótica dele ser um simulacro das relações sociais aqui fora, ficar com alguém no jogo está dentro do contexto.

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