A história se repete

O jogo começa a acontecer no momento em que Gustavo e Carol, deitados lado a lado, começam a conversar sobre estratégias de jogo. É para comemorar? É sim. Porque precisamos de alguém que aposte em estratégia para apimentar o jogo. O problema é que, quase sempre, eles pecam por sua arrogância, por sua visão maniqueísta, por sua pretensão de achar que sabem o que o público quer ou gosta. A gente que acompanha o jogo há anos sabe que não existe fórmula mágica, cada jogo é diferente do outro, o público reage de acordo com suas simpatias e antipatias, que quase nunca têm uma explicação lógica.

Eu diria que o jogo estratégico começou nas mãos da pessoa errada. Gustavo já mostrou ao público uma faceta não muito bacana, com declarações machistas e prepotência desmedida. Mas esses pecados no Gustavo seriam facilmente perdoados pelo público, principalmente na conjuntura atual, onde tem muita gente abraçando o diabo sem se importar muito com as barbáries que saem de sua boca, se ele fosse engraçado. O problema do Gustavo é que ele é chato. Desde ontem ele tenta vender o peixe de que ele e sua turma são as pessoas mais divertidas da casa do BBB19. Mas, de divertidos eles não têm absolutamente nada. Pelo menos, não até esse ponto do jogo.

Gustavo é meio ranzinza, não tem carisma e não se destacou no grupo. Entre seus aliados, ou possíveis aliados, talvez a que o público ainda ache um pouco divertida seja a Paula por suas falas inconsequentes, que veremos no caminhar do jogo se é inconsequência mesmo ou mera maledicência. Isabella, que ganhou uma torcida caprichete, mostrou-se chata e vazia de conteúdo. Cansou nossa beleza contando e recontando suas desavenças com Maycon num romance já abortado por ele antes mesmo de engatarem o affair.

Isabella tem duas chances no jogo, ou o Maycon muda de opinião e se casa com a bela ou ela conquista o Diego e forma um novo par. Carol, sua fiel escudeira, também parecia ser uma boa promessa, mas até o momento não emplacou um lugar de destaque. Acho que sua associação com Isabella e Gustavo pode ter sido um tiro no pé em sua trajetória. Além deles, Gustavo considera de seu grupo o compadre Diego, que é outro sujeito chato, sem assunto, que entrou no jogo tentando ser um outro Diego Alemão, coisa que ele nega, mas que eu suspeito seja seu sonho secreto.

Enfim, de divertidos e carismáticos, o grupo do Gustavo não tem absolutamente nada. Não que esse grupo seja divertido em outras rodas, mas pelo menos ninguém sai apregoando pela casa o quanto eles são legais para angariar aliados. E, pior, Carol engatou nessa conversa o fato deles serem “do bem”. Carol, baby, no BBB quem determina se alguém é do bem ou não é o público aqui fora. Vocês vivam o jogo e deixem os rótulos com a gente.

Eu acho que esse jogo pode ser um pouco mais complexo do que imagina Gustavo. Primeiro porque apesar dos grupos estarem mais ou menos estabelecidos, eles têm viés horizontais que desafiam essa visão monolítica de “nós cá” e “eles lá”. Por que? Porque pessoas como Vinicius ou Hana são uma incógnita nesse jogo de grupos fechados. Hana é próxima da galera do Baile de Gaiola, não creio que vote neles, mas ela também é próxima da Paula e da Hari e até mesmo da Isabela. Não sei ainda que rumo o jogo da Hana tomará diante dessa proximidade com as meninas e de sua possível ligação com Alan. Espero que tenha uma coerência, independente de suas amizades porque Hana tem carisma, é inteligente, tem condições de virar destaque no jogo.

Enfim, eu vejo esses grupos a priori caminhando juntos, mas acho que ainda precisamos de um elemento catalisador que confirme essas alianças. Esse embate de Baile de Gaiola versus Villa Mix está muito mais na cabeça do Gustavo e do público das redes sociais do que na cabeça da totalidade dos brothers e sisters que habitam a casa.

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