Mês: janeiro 2015

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Durante muito tempo a gente veio pontuando a necessidade de se acabar com os tipos sarados e gostosas no Big Brother Brasil. Fórmula falida já que todo mundo queria manter sua imagem intacta para tentar faturar um jabá depois do programa. Apesar de poucos conseguirem, o que nunca impediu o povo de sonhar. Sonhar é bom, mas o único sonho possível no BBB deveria ser ganhar o prêmio. Este ano o índice de beleza por metro quadrado na casa mais vigiada do momento caiu consideravelmente. Ainda temos alguns com potencial de serem belos, na verdade apenas um. E vou dizer potencial porque essas fotos de divulgação nunca fazem jus aos participantes. Tanto pra mais quanto pra menos. É impossível sequer intuir quem eles são de fato olhando meras fotografias. Também não serve como parâmetro as bobagens que eles escrevem pelas redes sociais. No ano passado, o Cássio era abominável nas coisas que propagava pelo Twitter e, no entanto, na casa ficou longe de ser o pior elemento do grupo.

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De qualquer maneira, a lista do BBB15 está bastante animadora. Perdendo-se a perspectiva de transformá-los em namoradinhas e príncipes, talvez o público foque mais nas relações entre eles e em conflitos gerados no confinamento. Porque os grandes culpados pelo fracasso das edições somos nós, público. No BBB14, antes mesmo do programa começar, já havia fã clubes de potenciais casais. E eu gosto de romance! Mas gosto de ver o interesse nascer e se desenrolar normalmente. Odeio quando o público suspira por relações amorosas que só existem em seu imaginário. Eu sei que o amor é lindo, mas nem tudo que a gente assiste dentro de um Big Brother é amor, ou sequer interesse. A tríade Ângela, Junior e Marcelo que o diga! Encheram nosso saco e afundaram uma edição que começou complicada e desceu ladeira abaixo durante o restante da temporada.

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Este ano temos um arremedo de clanessa, amiga da Clara e defensora dos animais, Amanda, um tipo que flerta com a mistura de Clara e Vanessa, já tem minha rejeição gratuita por seu perfil. Temos também uma gordinha, a Mariza, com cara simpática (eu sempre vou achar as gordinhas simpáticas). Mas não só a gostosura da Mariza é interessante, ela também é professora de Artes e isso já ganha meu coração logo de cara. Vamos ver se ela confirma essa tendência de ser legal. Tem o Adrilles, que é escritor e apesar de meus amigos do Cartas para Pi dizer que vão chamá-lo de Jorge, aqui vamos tentar manter o Adrilles. Pois depois dessa explosão de criatividade do papai e da mamãe do rapaz, como enterrar esse nome e chamá-lo de Jorge? E ele escreve, gente! Já me apaixonei! A Angélica é carequinha, tomara que esse seja um indicativo de que ela é cabeça leve. Não tranquila. Tranquilidade no BBB não é bem-vinda, mas que a Angélica seja leve, cabeça fresca e feita.

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E o Cesar? O clone do Alfred E. Neuman, personagem símbolo da revista Mad. Dá vontade de levá-lo pra casa e colocá-lo em cima da estante para relembrar os saudosos anos 70. O Douglas é motoboy, o Fernando produtor cultural e a Francieli é conciliadora criminal. Boninho conseguiu achar duas Francieli, ou Franciele, em edições consecutivas do Big Brother. Pois é, mas a gente continua apostando que este ano será uma grande novidade. Tem o Luan, gerente de salão de beleza, que com certeza vai querer dar um trato nos cabelos da galera e o tchutchuco Rafael, aparentemente o único belo entre as feras desta edição. O cara é de Vitória, estudante de Administração… Vixe! Sai pra lá fantasma do BBB13! O Rogério é bailarino e seu sorriso com aquele imenso bigode é bastante promissor. E a Talita, se ficar amiga da Tamires nos próximos três meses, já pode se aventurar numa dupla T&T.

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Aliás, a Tamires tem um perfil interessante nesses tempos de discussão sobre as tensões entre oriente e ocidente. Uma ex-gordinha que perdeu 40 quilos adquiridos durante a gravidez, a Tamires se converteu ao islamismo para se casar. Com o fim do casamento, abandonou a religião. De qualquer maneira, Tamires promete histórias interessantes se estiver disposta a dividir com o público esta experiência. Enfim, temos treze candidatos, o que nos leva a crer que ainda teremos novidades até a próxima terça-feira ou no próprio dia da estreia do programa. Porque temporada de Big Brother com número ímpar seria, sim, uma grande novidade para o público!

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Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

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Nenhuma violência é santa… Seja ela física ou intelectual.

Em nome de Deus, a Igreja Católica já queimou gente na fogueira, fez Guerra Santa e vendeu pedaços do céu.

Em nome de Deus, os Judeus crucificaram Jesus e até hoje matam inocentes.

Em nome de seu deus, grupos radicais do islamismo matam e fazem terror em nome de Maomé.

Toda e qualquer tipo de violência deve ser proibida. Ela é o que separa o SER animal do SER racional.

Pois é… Isso é o que dá usar o santo nome de Deus em vão…

E como por aqui tudo acaba em samba…

Aos poucos a gente vai retomando o trabalho aqui no De Cara Pra Lua. E voltamos num momento importante quando a França enfrenta sua luta contra o terrorismo levantando uma série de reflexões sobre o papel da imprensa, liberdade e conflito de ideias. Hoje o mundo ocidental todo se une em torno do “Je suis Charlie”, mas creio que nossos desafios vão além das fronteiras da liberdade de imprensa. Creio que essa discussão passa principalmente pelas palavras respeito e tolerância. Respeito pelas diferenças sejam ela religiosas, políticas ou qualquer outra. Respeito, que é uma palavra que se usa muito nas redes sociais, mas que se pratica pouco nas relações virtuais. E tolerância com aquilo que nós não compreendemos ou não concordamos.

Mas vou começar contando alguns segredos para vocês. Nós tentamos acompanhar A Fazenda e os demais realities que rolaram nesse final do ano passado, mas confesso que eu tive uma baita dificuldade de escrever sobre o programa e seus participantes. Faltou encantamento. A Fazenda foi uma total decepção. Seus participantes transformaram os barracos em que se envolviam no foco do programa em lugar de consequência do confinamento. Lá pela terceira semana eu sofria para tentar colocar no papel minhas observações sobre as relações entre as pessoas, no meio eu desisti por completo.

Aliado a uma série de problemas pessoais que exigiram minha dedicação e do Roberto, o meu desinteresse pelos acontecimentos da disputa só foi aumentando e acabou que paramos nossa cobertura na metade. Sem esquecer que em setembro o debate sobre as Eleições Presidenciais estavam pegando fogo e ganhando todo o foco de nosso interesse. Nós voltamos toda nossa dedicação a essa discussão importante para o país. Foi uma disputa acirrada tanto nas urnas quanto nos debates da internet.

Da mesma maneira, nós tentamos cobrir o The Voice, mas a estrutura do programa que levou à vitória o Sam Alves na primeira temporada e os arremedos de Thiaguinhos na segunda também não foram muito animadores. O problema é que eu não gosto da linha melódica do Sam que aposta em malabarismos vocais em detrimento da interpretação de letra e música. Cópia pálida do chatíssimo The Voice americano. E de tal maneira a gente copia que a quantidade de músicas cantadas em inglês é assustadora. Brian May, guitarrista do Queen, qualificou brilhantemente o The Voice como o “programa mais burro, mais deprimente e mais entediante da TV”. Concordo com ele e fiquei feliz em ver que tem alguém de peso no meio musical cuja opinião é a mesma que a minha. Sempre me senti alijada nas redes sociais pela empolgação da galera com o The Voice. E tampouco gosto da fórmula desgastada em que as rádios e TV apostam em artistas e arremedos de cantores sem grande talento. Tudo fabricado para fazer sucesso rápido e rapidamente ser substituído por outro. É uma sucessão de próximo, próximo, próximo!

O The X Factor é bem mais animador, talvez porque aposte no algo a mais do artista e não apenas em sua voz. Ou melhor, numa determinada maneira do artista apresentar sua voz como único propósito de seu desempenho. Mas, a Sony no Brasil apresentou o The X Factor UK com uma defasagem grande tornando impossível que a gente escreva algo surpreendente sobre o desenrolar da disputa já que os resultados futuros estão todos na internet para a gente acessar. Comentar o The X Factor no Brasil é ir na contra mão da globalização. Enfim, apesar de amar o Simon, meu amor se traduziu em breves buscas na internet para saber quem ainda estava dentro e quem havia caído fora. Além desse descasamento entre Brasil e Inglaterra, no The X Factor UK não teve um artista que me mobilizasse para acompanhá-lo de perto. Ao contrário do The X Factor Americano que nos deu de presente a dupla Alex e Sierra.

Enfim, amigos, toda essa explicação nos leva à reflexão do que nós desejamos fazer aqui no De Cara Pra Lua. Ainda não sei. Eu só tenho certeza que para escrever eu preciso estar motivada, então talvez o De Cara Pra Lua não tenha vocação para ser um grande portal. Minha relação com o blog é pessoal demais para abri-lo à participação de outras pessoas, sou ciumenta ao extremo com esse espaço. Mas o BBB15 começa daqui a onze dias e ele ainda tem a possibilidade de me encantar, principalmente quando seu diretor e apresentador falam numa volta às origens. Estou curiosa para saber como se traduziu essa reflexão da produção do Big Brother. Estaremos aqui, como um pequeno bistrô em busca de sua real vocação, em busca da melhor maneira de traduzir as ideias desse casal apaixonado pela vida e pelas possibilidades que ela oferece.

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