Mês: Março 2014

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No próximo domingo, dia 06 de abril, começa um novo reality show. Desta vez de música, grupos musicais se confrontarão para cair no gosto popular e ganhar o prêmio final. Vamos tentar entender um pouco o que vai acontecer. De acordo com o site oficial o programa terá cinco fases distintas: Audições, Duelos, Solos, Semifinal e Final. “Na primeira fase, bandas selecionadas se apresentam de frente para um telão sem ver os jurados e a plateia. Através do aplicativo do SuperStar, o público de casa vota SIM ou NÃO para o grupo seguir na competição. Cada banda deve alcançar 70% de aceitação. Do outro lado do telão, os jurados assistem às apresentações e cada um pode contribuir com um voto de 7%, que é somado à porcentagem de avaliação do público. Se alcançar a pontuação, a tela sobe e a banda garante lugar na próxima fase”.

Apresentadores

Em minha opinião, é a parte mais bacana do programa é a votação através do aplicativo que só poderá ser baixado em celular ou tablet.  Para nós, que viemos batalhando no Big Brother Brasil com o esquema de torcidas organizadas, participar de um sistema de votação onde só é possível votar uma vez será uma agradável surpresa. Quem sabe a turma que faz o BBB não se interessa e adapta algo parecido para a próxima edição? Para votar nós teremos que baixar o aplicativo que se encontra na página oficial do Superstar. Tendo como jurados a Ivete Sangalo, o Dinho Ouro Preto e Fabio Jr e sob o comando de Fernanda Paes Leme, Fernanda Lima e André Marques, o programa será ao vivo e promete muita diversão. Nós estaremos aqui no De Cara Pra Lua assistindo e comentando toda semana o programa com vocês.

jurados

 

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Chega ao fim mais uma edição do Big Brother Brasil trazendo tanta insatisfação que ficou difícil escrever sobre seus personagens nesta última semana. Não apenas porque os quatro que ficaram na casa pouco apelo tiveram para nós do De Cara Pra Lua, mas por não termos tido em três meses alguém que realmente tenha valido a pena escrever laudas e laudas a respeito. Esta foi uma temporada de jogadores medíocres, medianos. Ficamos também com um gostinho de arrependimento pelas eliminações na fase turbo. Será que aqueles que a gente sequer conheceu e foram logo eliminados iam acabar se mostrando pessoas interessantes e com algum diferencial? Seriam eles as promessas de mostrar um jogo bonito de a gente assistir? Não sei, até porque esta definição de jogo bonito difere de pessoa para pessoa na net BBB.

Tem gente que gosta do jogo tramado, de estratégia, pensando na convivência do Big Brother Brasil como um jogo de simples mata-mata. Se caminharmos por aí, talvez a única bela jogada tenha sido a do Slim ao indicar a Poliana para o paredão e deixar que a casa indicasse o Marcelo. Fora esta eu não consigo pensar em outro movimento interessante ou inteligente dos jogadores do BBB14. Mas, existem pessoas, assim como eu, que apreciam assistir às situações causadas no jogo de convivência e como os jogadores irão driblá-las, apropriá-las ou ignorá-las durante os três meses que o programa está no ar. Eu não sei se gosto do simples mata-mata, mas sei que gosto de contar as histórias que acontecem no jogo. Eu sempre disse que nós éramos grandes contadores de histórias.

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O BBB 14 deixou muito a desejar nesse quesito. Parece que os participantes foram escolhidos a dedo para serem questionados e antipatizados pelo público. O jogo no BBB14 se pautou em fofoquinhas de comadres, puxadas de tapetes cretinas, representações teatrais de gostos duvidosos e movimentação de povo gado. Para onde a maioria ia os demais jogadores se deslocavam o que transformou o Big Brother 14 num jogar de pedra infindável na Geni. Se alguém mijava fora do tapete perdia amigos, aliados e amargava o isolamento até ser eliminado. Mas, principalmente o que mais teve no BBB14 foi o jogo de vítima. Inaugurado por Angela e abraçado pelo Marcelo, o jogo de se fazer de vítima das circunstâncias acabou se transformando na tônica desta edição. Não é a toa que Marcelo desponta num favoritismo cuja única esperança de reversão repousa nas mãos da torcida de Clara e Vanessa. No entanto, eu ainda tenho dúvidas se elas conseguirão calar a necessidade do público de aplacar uma pretensa injustiça sofrida pelo Marcelo.

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A edição da TV aberta errou feio no pós-festa em que ele quebrou a casa e beijou Angela contra sua vontade. Ao tentar expor Angela e sua dubiedade, eles jogaram a responsabilidade de todas as atitudes do Marcelo nos ombros da paulista. Para um país machista como o nosso, foi um prato cheio. Marcelo de agressor virou vítima e Angela de vítima virou a responsável pelos atos questionáveis do Marcelo na festa. Naquele momento, naquele famigerado domingo negro, a edição jogou Marcelo nos braços do grande público. Hoje eles tentam mostrar quem realmente é esse jogador, mas com tão pouco tempo para acabar esta temporada eu não sei se eles serão capazes de consertar o estrago que fizeram.

Mas, nada melhor para culminar um jogo estranho, sem vínculos afetivos, sem jogadores com grandes méritos do que sacramentar o pensamento machista que permeia a sociedade brasileira. Não foi de graça que a Folha de São Paulo publicou a pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) onde ficou contatado que 65% da população brasileira acredita que mulher que anda de roupa curta é responsável por possíveis ataques à sua integridade física. Não vimos nada de diferente em grande parte das pessoas que defenderam as atitudes do Marcelo perante Angela. A gente sabe que a antipatia que Angela construiu nesses três meses de programa ajudaram em sua condenação e na subsequente absolvição do Marcelo, mas não deveria ter sido assim. O que Angela é, o que ela fez durante o jogo não poderia ter sido colocado à frente de uma situação que foi, no mínimo, covarde.

 

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