crer

Eu tenho um amigo cujo irmão está muito doente, de um câncer praticamente irreversível. Sua família reza por um milagre na esperança de que ele se recupere e viva por mais alguns anos. O que me levou a pensar: quantos milagres nós temos direito na vida? Um? Dez? Mil? Milagres têm prazo de validade? Se eu peço hoje por um milagre por quanto tempo sua mágica vai perdurar? Porque morrer todos nós morreremos um dia, então porque pedir por um milagre num determinado momento? Eu entendo o medo da perda e a tristeza da despedida só não consigo encaixar um milagre na vida que tem como única certeza a nossa mortalidade.

Acho que quando pedimos por um milagre a gente traz embutida a ilusão de que somos imortais, pois se vamos mesmo morrer um dia qual a diferença de ser hoje, amanhã ou daqui a um ano? Só faz sentido esperar por um milagre se a gente não fosse morrer jamais, se a doença fosse algo ocasional, que ocorresse uma vez e nunca mais se manifestasse, esta ou qualquer outra. Ou que a vida não fosse recheada de perigos, carros em altas velocidades, aviões que caem, catástrofes naturais e outras coisitas mais.

Pensei também se existe um limite para o número de milagres que devemos esperar. Será que se eu conseguir um milagre hoje eu esgotei a cota que Deus me concedeu? E amanhã? Se um filho meu precisar de um milagre e eu já tenha atingido meu limite, como faço para convencer a Deus a me dar outra chance? E milagres, sendo exceção, o que me faz merecedora de um em detrimento de tantos que sofrem por diversos motivos? Porque milagres deveriam ser democráticos, você não acha?

Na verdade, temos uma grande dificuldade de entender que a morte nos ronda desde o dia em que nascemos. Claro que isso é um clichê, você com certeza já leu esta frase em outros contextos, no entanto será que realmente vivemos pautados pela certeza de que não somos imortais? Não creio. E só acho sentido em esperar por um milagre, ou melhor, de rezar por ele, se a gente acredita que depois do milagre concedido nós seremos eternos. E me perguntei se eu acredito em milagres. Acho que sim, quando cai um avião e morrem mais de cem pessoas com um sobrevivente apenas, acho que podemos dizer que estamos diante de um milagre. Mas, não sei se rezar por um seja coerente ou até mesmo cristão.

Acredito que seja saudável esperar pela cura de uma doença grave. Eu espero ter colocado no passado o tratamento que fiz para combater um câncer de mama. Mas, se eu conseguir driblar a doença não será por pedir por um milagre. Será porque a Medicina moderna assim o permitiu, que a doença veio para me fazer refletir ou que ainda não foi chegada minha hora de partir desse mundo. E quando eu rezo, eu peço por força para enfrentar a situação, por paciência para passar pelo tratamento, por sabedoria caso eu perca essa batalha. Mas, não peço por um milagre.

Porque milagre é fruto de nosso egoísmo e apego às coisas terrenas. Meu marido é espírita e crê na reencarnação. Ele acredita que estamos nesse mundo para servir a um propósito, que temos uma missão, que estamos neste plano para depurarmos nosso espírito. Pra mim, isso faz muito sentido. Não consigo acreditar que vivemos uma vida inteira, investimos tanta energia para no dia em que morrermos essa energia se apague como uma lâmpada quebrada. E esse é mais um bom motivo para não esperar e nem pedir por um milagre.

 

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Hoje “Em Família” se despede da televisão como uma das piores novelas produzidas pela Rede Globo. Por sua história como dramaturgo, Manoel Carlos não merecia esse fracasso, no entanto, é inegável que o autor se perdeu. Eu acredito que em busca de uma narrativa com toques de contemporaneidade, Manoel Carlos nos apresentou uma história confusa. Para fugir do maniqueísmo, em busca de personagens complexos, sem bem e mal definidos a priori, ele acabou nos apresentando personagens rasos, sem moral, sem valores, egoístas, autocentrados e chatos. Escaparam poucos.

E, pior, a gente está até agora tentando entender quem são os elementos centrais da trama, o herói e a heroína, o mocinho e a mocinha. Porque Helena se perdeu e virou coadjuvante da novela. Virgílio nunca, sequer, foi cogitado para protagonista. E ninguém em sã consciência pode achar que Laerte e Luiza preenchiam os requisitos necessários para encarnarem o casal principal da novela. Ou até mesmo Marina e Clara que mesmo agradando às minorias, por se verem retratadas com um final feliz no horário nobre da Rede Globo, essas personagens foram rejeitadas pela maioria dos telespectadores de telenovela, que são em sua essência muito conservadores. Não acredito que a Globo queira fazer novela para minorias apenas.

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Não que a emissora seja contra, ou tenha preconceito, mas porque minorias ainda não geram audiência suficiente para sustentar os patrocinadores. A Globo se equivocou quando embarcou na esteira do sucesso de Nico e Felix, acreditando que o público havia comprado o pacote, quando na verdade foi o brilhante trabalho individual dos dois atores, Mateus Solano e Thiago Fragoso, que tornou um assunto ainda tão delicado, como o amor entre pessoas do mesmo sexo, simpático ao público conservador que assiste às telenovelas.

E, mais, o amor de Nico e Felix foi amor de redenção. Redimiu os erros e pecados do Felix, fez dele uma pessoa melhor, lhe deu dimensões humanas. Ao contrário de Clara e Marina que foram personagens antipáticas em seu nascedouro já que serviram para desestruturar uma família jovem, envolvendo os sentimentos e sofrimentos de uma criança e de um marido com uma doença grave. Cadu ganhou o carinho do público e Clara sua antipatia. Onde Manoel Carlos estava com a cabeça para achar que esse romance ia funcionar? Como acreditar que Marina e Clara iriam arrebatar o público em sua busca pelo amor? Foi uma abordagem no mínimo ingênua. E rasa.

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Porque Marina e Clara eram personagens sem grandes dimensões dramáticas, foram apenas duas moças bonitas e caprichosas em seu desejo de ficarem juntas. Acho que muito do fracasso da novela se deu na insistência de buscar esse romance lésbico como um foco de interesse do espectador. Marina e Clara não conseguiram cativar o grande público, talvez por se levarem a sério demais, talvez porque as duas atrizes não tenham achado o mote que as levariam a ganhar o público para sua causa como Mateus Solano e Thiago Fragoso fizeram de maneira tão competente. Esse romance Clarina, como é carinhosamente chamado pela comunidade LGBT na internet,  sequer serviu para ampliar os horizontes desse público conservador, pelo contrário, trouxe mais rejeição à discussão dessa minoria tão desejosa de reconhecimento e aceitação.

Foi tudo errado em “Em Família”. Já em sua estreia, um prólogo longo demais com atores inexperientes começou enterrando um bom prognóstico de sucesso. A tão discutida escolha dos atores com idades que não se encaixavam na faixa etária de seus personagens foi outro ponto que tirou o tesão do público pela novela. E, mais que tudo, a total falta de personagens capazes de criar empatia com o público.

Novela é originária dos antigos folhetins do século XIX que surgiram e ganharam popularidade com a invenção da imprensa. Eram narrativas do dia a dia que apesar de não buscarem a verdade dos fatos, traziam verossimilhança com a vida real o que fazia com que o público se identificasse de alguma maneira ou que sublimasse sua vida cotidiana carente de grandes acontecimentos. Discutiam os diferentes aspectos da natureza humana, mas com emoção para ganhar o público a se interessar pela história.

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Em telenovela, folhetim bom é aquele que tem mocinha, mocinho, vilões, elenco de apoio. Todos com seus papéis bem definidos. Tudo isso faltou à novela de Manoel Carlos. Em “Em Família” o herói da novela era um cara com traços psicopatas que o definiam melhor como vilão. Pior do que Luiza, cujas falhas podiam ser redimidas, Laerte foi condenado antes mesmo de Gabriel Braga assumir o papel quando lá no início da trama, num acesso de ciúmes ele agride o melhor amigo e o enterra vivo para esconder o crime.

Eu descobri que eu não tenho vocação para acompanhar novelas. Não que eu não goste de folhetins, pelo contrário, adoro um bom romance cheio de tramas e guinadas espetaculares. Mas, as histórias contadas pelos autores das telenovelas ultimamente andam deixando muito a desejar. Não sei se é a busca pela modernidade, por uma nova narrativa, mas bons escritores andam perdendo a mão. Faltam heróis que arrebatem os corações, faltam caráter, valores e uma história de amor bem contada. Falta o feijão com arroz bem feito e bem temperado. Falta a simplicidade que tenha brilho.

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A novela “Em Família” é um belo exemplo de trama que desandou e perdeu o rumo. Como pode o público se identificar com heróis e heroínas tão cretinos em sua relação com o mundo? Em minha opinião, o problema em Laerte não é somente sua personalidade doentia, mas sua fraqueza interior. Assim como o problema em Luiza não se resume à sua natureza mimada, mas à sua falta de valores. Então, tivemos dois personagens centrais que não conseguiram ter empatia com o público.

Novela é válvula de escape. É para a gente chegar cansado do trabalho, sentar em frente da TV e sonhar. É para suspirarmos pelo mocinho e torcermos para que a mocinha tenha um final feliz. Herói e heroína de folhetim não podem infligir dor e sofrimento, não devem ser os vilões senão deixam de serem os heróis e não cumprem seus papéis de fazer o público sonhar com a vida numa perspectiva de um final feliz.

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Fechando o Bolão DCPL, confirmamos o João com maior número de pontos e sendo assim o vencedor… A partir da primeira rodada da fase de grupos João tomou a frente para não largar mais, porém até o final ele poderia ser ultrapassado pelo Alex Luiz, Gilmar, Izabela ou Mario Bend, mas acabou fazendo 700 pontos quando cravou no Chute de Ouro 1º lugar na Alemanha e 2º lugar na Argentina chegando a 3.590 pontos tornando-se o campeão do Bolão DCPL 2014… Parabéns João!!!

No segundo lugar houve um empate entre Alex Luiz e Mario Bend. Consultando nosso regulamento, o primeiro critério de desempate é o acerto do Chute de Prata, ou seja, 1º e 2º lugares da fase de grupos. Alex Luiz acertou oito classificados e Mario Bend acertou nove. E sendo assim, Mario Bend fica em segundo lugar e Alex Luiz em terceiro. Parabéns ao Mario e ao Alex pela brilhante disputa com João. Aliás, parabéns a todos os participantes que na verdade fizeram o nosso bolão um sucesso.

Premiação:

1º lugar: Troféu DCPL -………………João
2º lugar: Camisa da seleção -……….Mario Bend
3º lugar: Cachecol -…………………..Alex Luiz

PS: Deco não deu para guardar o troféu, mas veja por outro lado, você acabou na minha frente e também entrou na foto… (rs).

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E só para fechar também o futebol… Não podemos esquecer nossa história e reconhecer que não fomos campeões cinco vezes por acaso como possa parecer, pois só se fala que nossas conquistas estão baseadas no talento de nossos jogadores e fica parecendo que o acaso foi o nosso único elo com o sucesso.

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Observe que este acaso pode-se chamar João Havelange, a partir da entrada dele no comando da antiga CBD nosso futebol mudou e com ele a frente nós fomos tri campeões do mundo. Sua competência era tanta que chegou à presidência da FIFA. Ao deixar seu genro em seu lugar na CBF, poderia controlar a entidade, que foi mais duas vezes campeã com menos brilho, é verdade, mas mesmo assim campeã. A visão e competência vem em saber escolher seus subordinados, para que possa atingir os objetivos almejados.

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Saindo Havelange e seu genro o que ficou foi só o lado pior de tudo o que foi feito nesses 56 anos. Não estou com isso querendo mascarar ou anular os deslizes ou tudo que foi feito de errado nesses dois mandatos. Sou contra e espero que as autoridades competentes tomem as providencias que são necessárias, porém não podemos nos enganar que apenas o nosso talento resolve e ingenuamente achar que foi o talento que resolveu… Claro que sem nosso talento no futebol seriamos previsíveis como a Alemanha.
Agora o que está mais do que provado é que não temos mais um dirigente que sendo atleta em sua formação possa nos trazer um projeto voltado para o esporte obedecendo a critérios de mérito e com uma ampla visão sobre o assunto. Quando o presidente da CBF diz que quer escutar a opinião do povo para escolher o técnico da seleção brasileira é por que ele não sabe escolher. Quando ele escolhe um empresário para comandar essa seleção é porque ele tem uma visão parca, não tem competência ou tem outros interesses no mundo do futebol ou os três juntos. E esse interesse não é o de fazer um projeto sério para o desenvolvimento do nosso esporte mais popular.

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Espero queimar a língua, pois o Gilmar Rinaldi é ex-atleta que se tornou empresário e não possui trabalho relevante como administrador ou dirigente de futebol, esta indicação me faz lembrar a escolha de Dunga para técnico. Existem outros com competência e que não são empresários. O melhor exemplo e o ex-jogador de vôlei, técnico campeão e reconhecido no mundo inteiro, tendo dirigido com sucesso times de futebol como diretor e presidente, falo de Bebeto de Freitas.

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Início da era de ouro
do futebol brasileiro
João Máximo

Em 14 de janeiro de 1958, o novo presidente substituía Sílvio Pacheco na CBD: João Havelange. Homem da natação e do water-polo, sua eleição fazia parte da necessidade de se dar aos demais esportes sob a guarda da entidade um tratamento independente do futebol. Pensando nisso, meses antes de assumir, Havelange encomendou ao empresário paulista Paulo Machado de Carvalho (este, sim, homem do futebol, com estreitas ligações com o São Paulo Futebol Clube) um projeto de trabalho com vistas à Copa do Mundo.
Copa de 1958: Início da era de ouro do futebol brasileiro

 

 

Ranking-do-Bolão-FinalJogos

Quando Alemanha e Argentina entraram em campo no domingo, eu não posso negar que fiquei sentindo um vazio de não ver a seleção brasileira no jogo da Final da Copa de 2014… Se houve alguma coisa boa, foi perceber no jogo final que a seleção alemã não é tudo isso que estão falando…

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Fora a goleada na seleção portuguesa que estava com menos um jogador e o jogo dos seis minutos contra a seleção brasileira eles só fizeram jogos duríssimos. Sendo que contra a seleção francesa, o gol alemão foi feito de forma irregular em uma jogada em que o zagueiro, autor do gol, empurra o zagueiro francês de forma descarada tomando seu lugar para cabecear e marcar o gol. Contra a seleção argentina, o goleiro fez um pênalti escandaloso no atacante argentino. Mas, o juiz, mais uma vez, não marcou prejudicando o time argentino e beneficiando os alemães.

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Aliás, podemos dizer que os quatro finalistas poderiam não ter conseguido chegar às finais. Não seria injustiça se Chile ou Colômbia, França, México ou Costa Rica e Bélgica fossem os finalistas. A seleção holandesa, fora o jogo contra a seleção espanhola e com o seleção dos seis minutos, também só fez jogos duríssimos. A virada no final do jogo em cima da seleção mexicana foi um milagre.

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A seleção argentina só fez jogo duro e assim como ganhou, poderia ter perdido todos os seus jogos. E a seleção brasileira até agora está escutando a bola explodindo no travessão no último minuto do jogo, no chute do atacante chileno. Mas, não podemos deixar de reconhecer que a seleção alemã, mostrou o futebol mais sólido e organizado da Copa do Mundo 2014.

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Mudando de assunto, hoje estamos apresentando o ranking do Bolão DCPL nos pontos conseguidos nos jogos, Chute de Prata e bônus de pênalti. Amanhã apresentaremos o ranking com o bônus dos jogos finais. E na quarta-feira finalizaremos apresentando os resultados do Chute de Ouro. As fotos acima são da etapa de modelagem do troféu. Espero que vocês gostem!

AlemanhaArgentina

A partir das semifinais e nas finais publicaremos os palpites dos cincos primeiros colocados do Bolão DCPL. Assim como publicamos os palpites de Susan, Roberto e Carlos depois da partida fechada acompanhando o post da partida:

1º lugar – João………………………..Alemanha 2 x 1 Argentina
2º lugar – alex.luiz…………………..Alemanha 1 x 0 Argentina
3º lugar – Gilmar…………………….Alemanha 1 x 0 Argentina
4º lugar – Izabela…………………….Alemanha 2 x 1 Argentina
5º lugar – mario.bend………………Alemanha 1 x 1 Argentina

 

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Quando o juiz apitou o final do segundo tempo a primeira coisa que eu pensei foi: Acabou o sofrimento! Porque sofremos muito nessa Copa. Não apenas nas semifinal e final do torneio. Nós sofremos durante todos os jogos. Todos foram difíceis, suados, sofridos para o coração brasileiro. Mas, tínhamos esperança. Tínhamos esperança no talento inegável de nossos jogadores. Mas, talento nem sempre é suficiente. Alguém muito talentoso e sem foco pode render menos do que outra pessoa menos talentosa, mas focada em seu resultado.

Não vou me deter nos erros dessa seleção. Pouco entendo de futebol, acompanho apenas jogos de Copa do Mundo. E olhe lá! Mas, entendo de sofrimento e esperança. Ambos foram igualmente importantes para quem acompanhava com emoção cada hino cantado nos estádios de futebol. Nos momentos mais sofridos do jogo me apoiei no otimismo de meu marido que é meu esteio tanto em coisas importantes como minha saúde quanto nas irrelevantes como ganhar ou perder uma Copa do Mundo.

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Com o final da partida contra a Holanda nós, brasileiros, enterramos nossa esperança e nosso sofrimento. Pelo menos momentaneamente. Pelo menos neste torneio, porque sofrimento e esperança continuam sendo nossos companheiros. Não apenas nossos, mas de todos os povos do mundo. Mas de que valeu esta Copa? Como enfrentar a decepção de assistir nossos jogadores se retirarem de campo e sequer comemorarem o terceiro lugar? Como enfrentar o desapontamento de não participarmos da grande festa? De não receber sequer uma medalha? Com maturidade.

Eu acho que esta foi a Copa de um grande aprendizado. Eu li muita coisa sobre o desempenho da seleção desde o fatídico jogo contra a Alemanha. Mas, uma das melhores coisas que li foi uma mãe declarando que não queria que seus filhos aprendessem que na derrota existe vergonha ou humilhação.

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Ou que se sentissem menos orgulhosos de serem brasileiros por perderem uma Copa do Mundo. Acho que muitas vezes confundimos tudo. O futebol não deveria nos definir como povo. Não importa se ganhando ou perdendo. Porém, muitas vezes nos deixamos definir por tão pouco. Talvez realmente a gente acredite que somos apenas bons no futebol. Se for assim, está na hora de começarmos a nos redefinir. Deixar de ser apenas o país do futebol.

Fomos elogiadíssimos pela imprensa internacional. Tanto pela organização da Copa quanto pela maneira como os brasileiros recepcionaram os povos de todo mundo. A Copa de 2014 não deixou de ser a Copa das Copas porque não levamos o troféu. Nossa incompetência em campo não se traduziu na organização do evento. Tampouco no calor humano do povo brasileiro. Todas as teorias da conspiração apostavam em desastres, desorganização, tumulto. Tivemos alegria, grandiosidade e reconhecimento.

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Talvez esta Copa tenha vindo para que a gente aprendesse. Primeiro, a ter orgulho de sermos quem somos apesar de mostrarmos um futebol que não conseguiu encarar a Alemanha e a Holanda. Segundo, a sermos gratos. Seleções tradicionais no futebol como a Espanha, Itália e Inglaterra, se despediram da Copa bem antes da gente. Terceiro, aprender que mesmo sendo o país do futebol, e termos ensinado tanto a tantos jogadores e seleções, talvez seja nossa hora de começarmos a aprender alguma coisa com outros países, com outras seleções, com outros jogadores.

Porque os talentos nós temos. Os jogadores desta seleção jogam nos melhores times da Europa, são considerados os melhores do mundo. Mas, isso não bastou. Porque talvez tenha chegado nossa hora de aprender no lugar de ensinar. Falam muito em esquema tático, que isso faltou ao time do Brasil. Não saberia dizer, como escrevi anteriormente, eu nada entendo de futebol. Mas, entendo de dar a volta por cima. Em ter humildade para reconhecer nossos erros. Então, vamos lá aprender o que é esse tal de esquema tático e colocar em prática. Vamos aprender o que é bom, o que deu certo. Não apenas para a próxima Copa, mas como um novo entendimento de nosso clubes, jogadores, técnicos e dirigentes.

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Talvez, também, seja a hora de aprendermos a não fazer vista grossa às denúncias de corrupção no futebol… Talvez esteja na hora de cobrarmos medidas enérgicas e uma total reestruturação das entidades que comandam o esporte brasileiro. Eu sei que o fato da Copa ser no Brasil, aumentou mais ainda a tristeza pelo fracasso. No entanto, talvez esta derrota tenha sido sob medida para fazermos nossa parcela de reflexão. Vamos refletir então. Mas, sem o sentimento de pequeno, de termos perdido nossa identidade por perdermos a Copa do Mundo de 2014.

BrasilHolanda

A partir das semifinais e nas finais publicaremos os palpites dos cincos primeiros colocados do Bolão DCPL. Assim como publicamos os palpites de Susan, Roberto e Carlos depois da partida fechada acompanhando o post da partida:

1º lugar – João……………….. Brasil 2 x 1 Holanda
2º lugar – alex.luiz………….. Brasil 2 x 1 Holanda
3º lugar – Gilmar…………….. Brasil 1 x 0 Holanda
4º lugar – Izabela……………. Brasil 1 x 1 Holanda
5º lugar – mario.bend……… Brasil 1 x 0 Holanda

Ranking-do-Bolão-semifinal

Aproveitando a publicação do penúltimo ranking apresentamos também o Chute de Ouro dos cinco melhores colocados.

João
Campeão……………Alemanha
Vice…………………….Argentina
Terceiro lugar…….Brasil
Quarto lugar………Espanha

Alex.luiz
Campeão…………….Argentina
Vice……………………..Argentina
Terceiro lugar……..Brasil
Quarto lugar……….Brasil

Gilmar
Campeão…………….Brasil
Vice……………………..Argentina
Terceiro lugar………Holanda
Quarto lugar…………Alemanha

Izabela
Campeão……………..Brasil
Vice……………………….Espanha
Terceiro lugar……….Bélgica
Quarto lugar………….Alemanha

Mario.Bend
Campeão………………Alemanha
Vice……………………….Argentina
Terceiro lugar……….Brasil
Quarto lugar………….Itália

TentandoEntender07

Com toda certeza o nosso improviso não conseguiu desestruturar o padrão germânico.
Este jogo me lembrou muito a final do mundial de clubes entre Barcelona e Santos. Resumindo, o time do Murici ficou olhando o time do Guardiola jogar. E o Peixe tinha Neymar e Ganso em forma. Resultado… Barça 4 x 0 Santos.

TentandoEntender02
A partida entre Brasil e Alemanha começou quando terminou a ultima Copa do Mundo. Os alemães tinham jogado com um bom time, que fez grandes apresentações, tipo a Colômbia, porém eram muito jovens, mais uma vez, tipo a Colômbia. É bom abrir o olho com a Colômbia de Falcão Garcia. E foi aí que entrou o padrão germânico. Em primeiro lugar mantiveram a estrutura e passaram a melhorar o que já era bom. Quando o Bayer de Munique deu aquele chocolate no Barcelona no final da Liga Europeia, ficou claro que tinha um antídoto para o tal do Tica-taca Espanhol. O time alemão aprimorou o estilo incluindo a marcação sobre pressão, as saídas rápidas e passes longos. Juntando tudo isso à disciplina tática e aos bons jogadores agora experientes jogando juntos há pelo menos cinco anos, está montado um grande time sólido.

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Para esta Copa os Alemães escolheram para seu QG uma praia paradisíaca no interior da Bahia, desta forma, trabalharam a cabeça e o espírito de seus jogadores reunindo o melhor do axé brasileiro para turbinar sua proposta de jogo misturando o trabalho científico com o trabalho psicológico e orgânico. O que me faz lembra a preparação da seleção de 70 para a altitude do México. É… Continuamos desaprendendo. E quando vamos entender que lazer é bom para qualquer atividade humana???

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Há quatro anos, na Copa passada, quando fomos eliminados pela Holanda, a reclamação geral foi de que não levamos para a África do Sul, Neymar, Ganso e Ronaldinho Gaúcho. Crucificamos o Dunga. Mas, se olharmos para trás, veremos que em 98 na França não levamos Juninho Pernambucano e Romário e também perdemos feio a final. Sim, e aí? Você me pergunta. Aí, o que fica claro é que nós não fazemos planejamento e não respeitamos a experiência dos profissionais do futebol. Com 30 anos o jogador é velho. E a cada entrada de técnico o personalismo e o jeitinho é o que comanda. Todos nós sabemos que o técnico que começa o trabalho após a Copa do Mundo não será o mesmo que estará comandando a seleção na competição seguinte. Eu não lembro de nenhum que tenha conseguido essa façanha. E quem escolhe e troca o técnico é o presidente da CBF. São esses dirigentes que se eternizam nos seus cargos que não permitem que os profissionais tenham planejamento sério. Foi assim quando Dunga assumiu na Copa de 2010 e Felipão nesta Copa.

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Nosso time estava pressionado como toda seleção que tem o seu país como sede da Copa. O peso aumentou quando Felipão e Parreira declararam que seriamos campeões. Some a tudo isso a ausência do Neymar e do Thiago Silva, então, o peso que já era grande foi dobrado. No primeiro gol Davi Luiz marcava o Müller de longe, o jogador alemão se deslocou para a esquerda e outro jogador alemão barrou a corrida do Davi para acompanhar o jogador que ele marcava e assim Davi Luiz chegou atrasado na jogada. Gol da Alemanha. A responsabilidade dele com a defesa, como líder do time e com a vitória o deixou fora de si. Ele partiu para tentar resolver sozinho. No segundo gol ele fica olhando a trama alemã e caminha na área sem reação. O terceiro foi uma furada de um jogador alemão que desmantelou a defesa. O restante não foi mais um jogo normal.

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Qual a possível solução? Planejamento, continuidade no trabalho, respeito aos profissionais e aos jogadores experientes. E, o mais importante, acabar com a eternização dos dirigentes nas federações que corroem nosso futebol.

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Bolão DCPL - Brasileirão

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Ranking Bolão DCPL

AssinantePontosRanking
joao3590
mario.bend3290
alex.luiz683290
gilmar3270
Piloto2850
danibend2850
Leonel Shephard2840
Alysson Delalibera2720
andressa.araujo2710
Izabela2690
ilzabend2610
ailtonl259010º

Veja o ranking completo do Bolão da Copa!


Veja o Ranking detalhado do Chute de Prata


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